Nova variante identificada na França ainda não representa ameaça, informa OMS

 

Representação gráfica do novo coronavírus
Estudo conduzido pela Instituto Hospitalar Universitário (IHU) de Marselha identificou a nova cepa em 12 pacientes. Representação gráfica do novo coronavírus. Getty Images. Anna Gabriela Costa da CNN*, em São Paulo
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CNN Brasil - Uma nova variante do coronavírus foi identificada na França em novembro de 2021, conforme informado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta terça-feira (4). Em entrevista coletiva, o gerente de Incidentes da entidade, Abdi Mahamud, afirmou que a nova cepa está sendo monitorada “de perto” e ainda não representa uma “grande ameaça”.

“Esse vírus teve altas chances de infectar desde novembro, quando foi identificado”, disse Mahamud durante entrevista em Genebra, na Suíça.

Já em relação à Ômicron, Mahamud destacou que a variante continua se espalhando rapidamente, sendo que a maioria dos países está vendo um alto número de casos, mas com poucas mortes. De acordo com ele, a vacinação continua sendo essencial, principalmente para as populações mais vulneráveis.

Nova variante

Um estudo conduzido pela Instituto Hospitalar Universitário (IHU) de Marselha identificou a nova variante em 12 pacientes que vivem na mesma região, no sudeste da França.

Segundo os cientistas, o teste PCR de triagem para mutações associadas a variantes mostrou uma combinação atípica. No total, a análise detectou 46 mutações que diferiam da versão original do coronavírus.

O primeiro caso foi identificado em uma pessoa que havia retornado de viagem de Camarões dias antes. O paciente estava vacinado e apresentou sintomas respiratórios leves um dia antes de receber o diagnóstico.

O estudo –que foi publicado em formato preprint, sem revisão por pares e divulgação em revista científica – denominou a nova variante como IHU, sigla da instituição francesa que identificou a cepa.

IHU deriva da variante B.1.640, identificada na República do Congo em setembro de 2021, e seu nome técnico ficou definido como B.1.640.2.

“Sua análise revelou 46 mutações e 37 deleções, resultando em 30 substituições de aminoácidos e 12 deleções. Quatorze substituições de aminoácidos, incluindo N501Y e E484K, e nove deleções estão localizadas na proteína de pico. Este padrão de genótipo levou à criação de uma nova linhagem Pangolin chamada B.1.640.2, que é um grupo filogenético irmão da antiga linhagem B.1.640 renomeada B.1.640.1.”, destacou o estudo.

Os pesquisadores escreveram que é muito cedo para especular sobre as características virológicas, epidemiológicas ou clínicas desta variante IHU com base nesses 12 casos.

“Para tanto, amostras respiratórias de pacientes infectados foram inoculadas em células Vero E6 para poder avaliar a sensibilidade à neutralização por anticorpos anti-spike eliciados por imunização vacinal ou por infecção prévia”, apontou o estudo.

*Com informações da Agência Estado

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