Mercados rondam estabilidade com cautela sobre exterior e dados positivos do varejo

 

Possibilidade de alta nos gastos do governo federal é fator de pressão sobre o dólar
Possibilidade de alta nos gastos do governo federal é fator de pressão sobre o dólar. Joshua Mayo/Unsplash. Do CNN Brasil Business*, em São Paulo
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Os mercados domésticos rondavam a estabilidade nesta sexta-feira (14), com investidores cautelosos em dia de quedas no exterior, e na esteira de dados positivos para o varejo no mercado doméstico em novembro.

Por volta das 11h15, o Ibovespa tinha queda de 0,12%, aos 105.400 pontos. Já o dólar spot subia 0,13%, cotado a R$ 5,5356.

Na quinta-feira (13), o dólar fechou em queda de 0,13%, cotado a R$ 5,528. O Ibovespa avançou 0,15%, aos 105.529,50 pontos.

No Brasil, o destaque da manhã ficou para os dados do varejo em novembro, pouco melhores que o esperado.  O setor subiu 0,6% em novembro, acima da expectativa do mercado, que esperava queda de 0,2%.

Também em destaque no noticiário nacional está a reunião entre os servidores da Receita Federal e o ministro da Economia, Paulo Guedes, que aconteceu ontem, mas terminou sem acordo.

Auditores saíram do encontro dizendo que vão endurecer a mobilização. O Supremo Tribunal Federal (STF) disse que se o governo garantir aumento aos policiais, outras categorias podem pedir reajuste na justiça. Economistas dizem que o governo pode usar essa questão do STF como porta de saída pra voltar atrás, e não dar reajuste.

A notícia de que o governo deu mais poder à Casa Civil e ao Centrão sobre o orçamento também gera incerteza. No entanto, não chega a pesar sobre a bolsa, pois o mercado enxerga que o Centrão já vinha dando as cartas no governo e já “precificava” que a pressão por gastos públicos seria grande neste ano.

 

 

Em relação ao exterior, o principal fator de influência no comportamento do dólar ainda é a expectativa em torno da alta de juros nos Estados Unidos.

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou na terça-feira (11) que a economia norte-americana está pronta para uma política monetária mais apertada, mas que pode levar vários meses até que as autoridades tomem uma decisão sobre a redução do balanço de cerca de US$ 9 trilhões.

As falas de Powell aliviaram os temores de investidores e ajudaram na recuperação ante as perdas após a divulgação da ata da última reunião da autarquia, junto com um dado de inflação em linha com o esperado. Ainda assim, o mercado já espera uma alta de juros em março.

As altas nos juros aumentam ainda mais a atratividade dos títulos do Tesouro norte-americano, naturalmente bem-vistos pelos investidores devido a sua segurança. A perspectiva de elevação leva à saída de capital de outros mercados, como o Brasil.

Neste pregão, o Banco Central fará leilão de até 17 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 2 de março de 2022.

*Com informações de Priscila Yazbek e Reuters

Fonte: Agência Brasil

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