Serviço de Atenção Domiciliar realizou quase 2 mil atendimentos neste ano

 

Pacientes acamados ou com dificuldade de locomoção são assistidos por uma equipe multiprofissional

A pequena Ariele, de apenas um ano e três meses, é uma das 24 pacientes com dificuldade de locomoção acompanhadas em casa pelo Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), da Secretaria Municipal de Saúde – que realizou 1.966 atendimentos este ano.

 

A garotinha possui problemas no coração, acesso na garganta para respiração (traqueostomia) e ainda uma sonda nutricional (gastrostomia). Ela nasceu com a saturação de oxigênio baixa e, por este motivo, mantém um cilindro de oxigênio em casa.

Acompanhada pelo SAD desde que recebeu alta hospitalar, a mãe, Nilma Vitório, 31 anos, tem percebido melhoras no desenvolvimento da filha

“Antes ela não conseguia fazer alguns movimentos, hoje já consegue. Ela recebe atendimento com médico, fisioterapeuta, nutricionista e fonoaudiólogo. Esse serviço é maravilhoso e está ajudando muito na vida da minha pequena”, elogiou.

O contato com a equipe vai além de uma prestação de serviço. São feitos laços de amizade e cuidado. Daniel Fonseca, 14 anos, abre logo um sorriso quando avista a equipe. Ele possui paralisia cerebral e enfraquecimento da musculatura pulmonar, com comprometimento, sendo necessário o uso de ventilação mecânica.

“A gente tem a sensação que a família passa a ser mais acolhedora com a equipe e transmite essa segurança para o paciente, facilitando na interação da melhor forma possível. É uma mistura de sentimento de confiança, simpatia e amor”, relata a médica do SAD, Keila Azevedo.

O SAD é um serviço complementar à internação hospitalar, que visa o tratamento e acompanhamento de pacientes acamados e/ou domiciliados em suas residências.

A equipe é multiprofissional, composta por enfermeiro, médico, assistente social e técnico de enfermagem, além do apoio de fisioterapeuta, fonoaudiólogo e nutricionista. O serviço também realiza encaminhamentos para consultas com médicos especialistas.

Para solicitar a assistência, é necessário que algum familiar compareça a unidade de saúde mais próxima da residência, onde será preenchida a ficha de referência e contra referência com anexo do relatório médico, os quais deverão ser encaminhados a Atenção Primária à Saúde, em seguida, realizada visita de elegibilidade.

Para pacientes internados nas unidades de urgência e emergência (UPA, Policlínicas e Hospitais), é necessário relatório médico. Posteriormente pode haver a visita de elegibilidade/desospitalização e, logo após, a possível admissão.



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