Sem recursos financeiros, mãe realiza campanha para custear tratamento de filho com paralisia cerebral

 


Diagnosticado com paralisia cerebral, após nascer de parto prematuro, o pequeno Yuri Góes, de 6 anos, está sem realizar terapias há cerca de dois anos, por conta da pandemia da covid-19. Por não estar realizando o tratamento adequado às suas necessidades, o menino passou a apresentar atrofias nos membros superiores e inferiores, além de ferimentos na pele, por permanecer muito tempo parado.

Em entrevista ao Acorda Cidade, a mãe de Yuri, a dona de casa Flávia Santos Góes, de 37 anos, relatou parte das dificuldades que vem enfrentando no dia a dia. Ela criou uma vaquinha online e está realizando uma campanha nas redes sociais para arrecadar recursos, a fim de garantir um ano de tratamento para o filho, enquanto briga na Justiça para que as terapias sejam fornecidas pelo plano de saúde dele.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade | Yuri Góes é uma criança muito alegre

“O convênio não cobre, a gente já foi atrás e precisa entrar na Justiça. Como a gente já tem dois anos parado, a gente resolveu correr contra o tempo e tentar garantir um ano para Yuri, que ele já tem muito tempo parado, para durante esse período a gente buscar a Justiça. Após quatro meses sem terapia, por conta da pandemia, Yuri começou a ter ferimentos no braço e ferimentos no bumbum, por ficar muito tempo parado”, informou a mãe.

A família mora no bairro Serraria Brasil, em Feira de Santana, além de Yuri, Flávia tem mais três filhos, sendo que o mais velho Gabriel Góes, de 18 anos, também possui paralisia cerebral e está o mesmo período sem atendimento médico.

“Na minha casa moram eu, minha mãe, meus filhos, e minha mãe de criação, então são sete pessoas. Tenho quatro filhos: Gabriel, de 18 anos, Maria Luiza, 9 anos, Maria Antônia, 7 anos, e Iury, 6 anos. Os quatro nasceram prematuros. Yuri, assim que nasceu, teve uma parada, que ficou com pouco oxigênio no cérebro e ocasionou essa paralisia cerebral, do tipo tetraparética espástica, então ele não anda, não senta e não fala. Gabriel nasceu de 6 meses, e com um mês teve uma hemorragia intracraniana, que desencadou nele vários problemas”, contou.

Gabriel possui hidrocefalia, Síndrome de Arnold Chiari e a paralisia cerebral. O jovem, segundo Flávia, já foi submetido a 56 cirurgias, a maioria na cabeça, onde ele usa duas válvulas, que com frequência infeccionam, quebram, param de funcionar, e sempre têm problemas.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade |Flávia Góes decidiu fazer uma vaquinha para ajudar nas despesas

“Já Maria Luiza tem problemas cardíacos, com sopro de prematuridade, que não fechou, e a gente só faz o acompanhamento. Gabriel e Yuri estão há dois anos sem fazer terapias, que são de um tipo específico chamada neurofuncional. Yuri precisa de outra também. Eu acho que a dificuldade maior é uma vida melhor para os especiais, porque a gente acaba tendo que se sacrificar de alguma forma. Minhas meninas estão sem estudar, meus filhos estão sem terapia de forma adequada, porque eu não trabalho, não tenho renda fixa, a gente vive de ajuda. Os meninos recebem o BPC, mas só de medicamento para Gabriel por mês é R$ 1.100, que é o valor do benefício. Então, ou a gente compra remédio ou a gente come. E a gente vive de ajuda, porque é muito difícil”, desabafou.

Diante dessas dificuldades, Flávia resolveu pedir ajuda à comunidade. No entanto, ela destacou que por enquanto a maior urgência são os cuidados com Yuri.

“Eu fiz uma Vaquinha Online para garantir 1 ano de terapia para Yuri, que é uma eletroestimulação, que ele precisa fazer, e a terapia neurofuncional, que segundo os médicos ele tem que fazer duas sessões por dia, mas somente uma sessão custa R$ 190. E a gente não tem condições de arcar. O orçamento que eu recebi para 1 ano é de R$ 82.360, aí durante esse período teremos condições de correr atrás de outras coisas também para o Gabriel, como exercícios. A nossa urgência maior é para Yuri neste momento.”

Flávia Góes criou uma página no Instagram chamada @irmaosgoes, onde ela compartilha o dia a dia dos garotos, os relatórios médicos, o andamento da campanha e os pedidos de ajuda.

“Lá eu sempre deixo bem aberta a nossa situação. Às vezes, a gente se sente perdido, pois não tem ajuda. Os especiais em Feira de Santana não têm um bom atendimento nem em rede pública, nem na rede particular. Tudo para pessoas especiais é mais caro e o acesso é mais dificil.”

Os interessados em ajudar no tratamento de Yuri e também do Gabriel podem realizar transferências bancárias para o Pix: 75998898090 em nome de Flávia Santos Goes, como também doar através do link da vaquinha virtual vaka.me/2529785

Fonte: Acorda Cidade

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