Caruru de Santa Bárbara atraiu devotos ao Centro de Abastecimento

 

Foram servidos 3 mil pratos de caruru

O dia de Santa Bárbara foi marcado por fé e devoção neste sábado, 4. No início da manhã, centenas de devotos homenagearam a protetora dos relâmpagos e tempestades com missa realizada na Paróquia Senhor dos Passos. Em seguida, os católicos e adeptos da religião de matriz africana degustaram do tradicional caruru, servido gratuitamente no Restaurante Popular do Centro de Abastecimento, em Feira de Santana - a Santa é padroeira dos comerciantes do entreposto.

Foram servidos 3 mil pratos de caruru. Alguns até repetiram, sinal do quanto a refeição estava saborosa. A iniciativa é uma parceria entre a Prefeitura de Feira e a JS Refeições, empresa que gerencia o Restaurante Popular. 

No altar, montado no mercado de cereais no Centro de Abastecimento, a presença de devotos e admiradores da Santa foi constante durante o dia. Orações e pedidos eram feitos a todo momento.

Devota de Santa Bárbara, a dona de casa Maria Jaciene de Jesus não poderia deixar de celebrar o dia. Ela saiu do bairro Alto do Papagaio, onde mora, até o Centro de Abastecimento, só para comer o tradicional caruru.

"Já fiz minhas orações e pedidos antes da refeição. Estou muito feliz, é uma benção esse caruru, muito bom. Agradeço a Deus por ser devota de Santa Bárbara", afirma.

O diretor do Centro de Abastecimento, Cristiano Gonçalves, diz que este ano, devido a pandemia, não foi possível promover a parte festiva da celebração, com o samba de roda das baianas. Servir o caruru é tradição antiga do entreposto, desde quando funcionava onde atualmente é o Mercado de Arte Popular.

"Mesmo com a pandemia estamos mantendo essa tradição, seguindo os protocolos de segurança para reduzir os riscos de transmissão da Covid. Não podemos ter a festa com o desfile e o samba de roda com as baianas, mas fizemos o que foi possível", explica.

Segundo o diácono Gilberto Santana, Santa Bárbara era uma jovem que foi consagrada pela Igreja Católica por martírio. No Brasil, na época da escravidão, era tida como a orixá Iansã, no sincretismo religioso.

"Santa Bárbara foi morta pelo próprio pai, por professar a fé em Cristo. Na época, o cristianismo era proibido. Então seu pai, ao matá-la, também foi morto atingido por um rádio. Por isso é considerada protetora dos relâmpagos e trovões", explica o diácono.


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