Banco pagou US$ 175 milhões por engano a clientes no dia de Natal

 

De acordo com o Santander no Reino Unido, houve um problema técnico nos agendamentos, que foram duplicados. Santander no Reino Unido deposita por engano 130 milhões de libras em contas de clientes. Foto: Benoit Tessier/Reuters. Jack Guy do CNN Business*


O banco britânico Santander entrou no espírito de Natal este ano, pagando um total de 130 milhões de libras – ou US$ 175 milhões –  a clientes por engano no dia 25 de dezembro.

O pagamento total foi dividido em 75 mil transações para cerca de 2 mil clientes corporativos e comerciais, disse o Santander em um comunicado publicado quinta-feira (30). “Lamentamos que, devido a um problema técnico, alguns pagamentos de nossos clientes corporativos tenham sido duplicados incorretamente nas contas dos destinatários”, diz o comunicado.

“Como resultado, nenhum de nossos clientes ficou no prejuízo e trabalharemos duro com muitos bancos do Reino Unido para recuperar as transações duplicadas nos próximos dias.” O Santander culpou os pagamentos duplicados em um problema de agendamento, que o banco disse ter sido “rapidamente identificado e corrigido”.

As transações eram pagamentos regulares e pontuais que poderiam incluir pagamentos de fornecedores ou salários, acrescentou.

O Santander está trabalhando para recuperar os fundos dos bancos destinatários por meio do “processo de recuperação de erros bancários”, segundo o comunicado, e tem processos em vigor para buscar a recuperação dos fundos depositados erroneamente diretamente dos destinatários.

O Santander do Reino Unido é uma subsidiária integral do banco global Banco Santander, com sede na Espanha. A operação na região tem 14 milhões de clientes ativos e 616 agências, de acordo com seu site.

Embora U $ 175 milhões seja uma quantia significativa a ser paga por engano, é insignificante perto dos US$ 500 milhões que o banco americano Citibank perdeu em um dos “maiores erros da história do setor bancário”.

O banco enviou acidentalmente US$ 900 milhões para os credores da empresa de cosméticos Revlon e foi ao tribunal em agosto de 2020 para tentar recuperar cerca de US$ 500 milhões que não haviam sido pagos voluntariamente.

Mas em fevereiro, um juiz do Tribunal Distrital dos Estados Unidos decidiu que o banco não terá permissão para recuperar o dinheiro.

*Texto traduzido. Para ler o original em inglês, clique aqui.


Fonte: CNN Brasil

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