Acusado de assassinato motivado por ciúmes é condenado a mais de 20 anos de prisão em Feira de Santana

 


Acorda Cidade - Foi julgado no Fórum Filinto Bastos nesta terça-feira (30), Nelson dos Santos Azevedo, conhecido como 'Ira', 27 anos de idade. Ele é acusado de ter matado no dia 7 de dezembro de 2019, Edcarlos de Jesus Santos, o ‘’Lilito’’, 45 anos, no distrito de Bonfim de Feira (relembre aqui).

O crime, segundo a denúncia do Ministério Público (MP), ocorreu em uma garagem situada ao lado do cemitério do distrito, por motivos de ciúmes, uma vez que a vítima, Edcarlos, estava se relacionando com a ex-companheira do réu.

Foto: Arquivo/Aldo Matos Acorda Cidade

De acordo com o MP, Nelson dos Santos, na companhia de mais dois homens que não foram identificados, matou Edcarlos de Jesus a pedradas e pauladas, sendo jogado posteriormente desacordado no Rio Jacuípe, onde morreu afogado.

Ainda de acordo com o MP, Edcarlos chegou até a garagem que ele alugava para deixar estacionado o veículo, um celta de cor prata, quando foi surpreendido por volta das 23h, por Nelson dos Santos e os comparsas que já estavam próximos do local. Em seguida, os três abandonaram o veículo da vítima nas proximidades do Estádio Alberto de Oliveira, o Joia da Princesa.

Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade

Para o advogado de defesa, Hércules Oliveira, o julgamento foi contrário às provas dos autos, uma vez que os laudos técnicos da Polícia Civil, não apontam que a vítima foi atingida por pedras.

"Eu respeito o veredito da sentença, são soberanos, contudo acredito que houve um julgamento ao contrário das provas dos autos, inclusive porque a acusação pesa que a vítima morreu após tomar uma pedrada na cabeça e uma paulada. O exame de necropsia realizado no corpo da prova pericial diz que não tem nenhuma lesão na cabeça, sendo assim, fica afastada por completa essa tese acusatória da pedrada e da paulada, contudo o conselho de sentença entendeu esse fato. Nós apelamos para apresentar as razões de superior instância no tribunal de justiça visando anular o júri, caso não anular o júri, reduzir esta pena porque ela ultrapassa em muito, o mínimo legal, não sendo coerente dentro dos princípios constitucionais da proporcionalidade e da razoabilidade", disse.

Foto: Aldo Matos/Acorda Cidade

De acordo com a promotora de justiça, Semiana Cardoso, o resultado já era esperado pelo Ministério Público.

"Esse resultado já era esperado e entendemos que pelas provas que estão nos autos, o acusado juntamente com mais dois parceiros tiraram a vida da vítima com crueldade de forma que a vítima foi asfixiada, depois que jogaram no rio, assim como a dificuldade de defesa. Houve dois momentos de confissão, ele confessou perante autoridade policial e também mandou áudio confessando o crime para a companheira. O laudo estava indicando que o corpo estava em estado de gigantismo, em estado de putrefação, então não havia como descrever lesões. Isso foi o que o Ministério sustentou aqui no plenário, então é uma pena justa de acordo com o histórico do acusado", pontuou.

Nelson dos Santos Azevedo foi condenado pelo conselho de sentença e a juíza Márcia Simões Costa, titular da Vara do Júri, aplicou pena de 20 anos e 5 meses de prisão por homicídio duplamente qualificado.

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