PSDB exclui voto de 92 prefeitos e vices paulistas das prévias às eleições de 2022

 

João Doria, governador de São Paulo, Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e Arthur Virgílio Neto, ex-prefeito de Manaus, disputam às prévias do PSDB para a Presidência da República
Diretórios do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Bahia alegaram que políticos haviam sido filiados após a data limite da Justiça Eleitoral. João Doria, governador de São Paulo, Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e Arthur Virgílio Neto, ex-prefeito de Manaus, disputam às prévias do PSDB para a Presidência da República. Reprodução/Instagram

PSDB excluiu, nesta terça-feira (2), o voto de 92 prefeitos e vice-prefeitos de São Paulo das prévias para as eleições de 2022, em que João Doria, governador de São Paulo, Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e Arthur Virgilio Neto, ex-prefeito de Manaus, disputam para ser o candidato do partido à Presidência da República.

Os diretórios estaduais do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará e Bahia entraram com um recurso na Comissão Executiva Nacional do PSDB solicitando a retirada dos políticos por eles terem sido inscritos pelo diretório de São Paulo no sistema da Justiça Eleitoral nos meses de agosto e setembro, mas com a data de filiação anterior a 31 de maio de 2021, data limite para estarem aptos para votar nas prévias.

Segundo o senador José Aníbal, coordenador da Comissão de Prévias do PSDB, apenas 44 dos 92 envolvidos enviaram esclarecimentos, apresentando declarações e fichas de filiação. Entretanto, elas não servem para a comprovar que eles estavam filiados até a data limite. Assim, todos foram excluídos da lista de eleitores, tanto para votar nas urnas do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) ou pelo aplicativo “Prévias PSDB”.

Caso o prefeito ou vice-prefeito sinta-se prejudicado, ele pode contestar a decisão e pedir sua inclusão na lista de eleitores diretamente ao presidente do PSDB, Bruno Araújo, no prazo de 72 horas. O pedido, por sua vez, “deve ser acompanhado de provas contundentes, não sendo aceito, conforme já dito, a mera apresentação de ficha partidária”.

O presidente do diretório de São Paulo, Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional do governo Doria, afirmou, em nota enviada à CNN, que “a discussão em questão não tem nenhuma relação com fraude ou irregularidade, e sim com a permissão de participação no processo eleitoral do partido com os filiados de todo o Brasil que integraram a lista do TSE pós 31 de maio.”

Fonte: CNN Brasil

Postar um comentário

0 Comentários