Família de médico de Araci que foi assassinado por colega divulga nota de repúdio a tese apresentada pela defesa

 


Na última sexta-feira (26), o médico Geraldo Freitas de Carvalho Júnior, acusado de matar o médico Andrade Lopes Santana, de 32 anos, no dia 24 de maio com um tiro de jogar o corpo no Rio Jacuípe, foi ouvido no Fórum Desembargador Filinto Bastos em Feira de Santana durante 10 horas e 30 minutos, pela juíza Márcia Simões Costa. Testemunhas e familiares da vítima também foram ouvidas e a defesa de Geraldo, representada pelos advogados Eustáquio Neto, Leandro Gabriel e Teófilo Borges apresentou a tese de que de que houve homicídio culposo.

De acordo com a defesa, ele não teve a intenção de matar Andrade e réu e vítima eram amigos. Aponta que o tiro disparado foi acidental, durante uma discussão por causa de mensagens de celular, no momento em que os dois estavam em uma moto aquática. Para a defesa, Andrade estava conduzindo o veículo no rio quando deu uma cabeçada para trás. Reação que, segundo a defesa, teria ocasionado o disparo acidental da arma que estava na mão de Geraldo, e que por ser uma arma de competição, dispara com um simples toque no gatilho.

A família do médico Andrade Santana que era natural do Acre e residia no município de Araci emitiu nesta segunda (29), uma nota de repúdio às declarações da defesa e reforçando que o crime teve características de homicídio doloso, pois segundo os familiares, o réu teve sim intenção de matar Andrade.

Confira a nota emitida pela a família de Andrade Santana na íntegra:

A tese levantada pela defesa do acusado Geraldo Freitas de Carvalho Júnior constitui uma afronta à inteligência de qualquer pessoa de bem.

Ocultação de cadáver, infiltração na investigação policial, sistemática tentativa de incriminação de outras pessoas do círculo íntimo de amizade do morto, aproximação da família da vítima com a manifestação de comportamento frio e fingido, não é postura típica de quem tenha praticado homicídio culposo (sem a intenção de assassinar).

É lamentável que no Brasil ainda não tenhamos prisão perpétua, pois Geraldo com sua personalidade de psicopata invejoso, capaz de assassinar um amigo que nele depositou a sua confiança, um amigo que só fazia o bem às pessoas e procurava aliviar a dor e o sofrimento delas, deveria permanecer preso pelo resto de sua vida, apartado, por toda a sua existência, do convívio das pessoas de bem.

A Família do Andrade Santana.

Postar um comentário

0 Comentários