COP26: Brasil tem oito cidades em acordo internacional por menor emissão de carbono

 

Vista da Zona Sul do Rio
Mil prefeituras de todo o mundo se comprometeram em reduzir gás do efeito estufa pela metade até 2030. Vista da Zona Sul do Rio. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil. Adriana FreitasClaudia TavaresPauline Almeida da CNN. na Escócia e no Rio de Janeiro

CNN Brasil - Oito cidades brasileiras estão em um grupo de mil, em todo o mundo, que se comprometeram em reduzir pela metade a emissão de carbono até 2030.

O anúncio foi feito nessa terça-feira (2), na COP26, a 26ª Conferência das Nações Unidas para o Clima, em Glasgow, na Escócia.

Ao todo, as mil cidades representam mais de 722 milhões de pessoas. Dentre os oito municípios brasileiros participantes estão Salvador, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e Niterói. As outras três cidades ainda não foram reveladas.

Mark Watts, diretor-executivo da C40, grupo de grandes cidades mundiais empenhado em debater e combater as mudanças climáticas, foi o responsável por divulgar a entrada de mais cidades na cooperação internacional.

O acordo foi referendado pelo grupo dentro da campanha Race to Zero da ONU, que reúne atores não-estatais de todo o mundo comprometidos com uma recuperação econômica verde, resiliente e sem carbono e em alcançar emissões líquidas zero até 2050.

Na América Latina, o Rio de Janeiro foi o primeiro a assinar declaração para reduzir os investimentos em combustíveis fósseis, como carvão mineral, gás natural e petróleo, no dia 26 de outubro deste ano.

O compromisso foi selado em reunião do C40. A capital fluminense se junta a outras 1.484 instituições públicas e privadas, de 70 países, na “Declaração de Desinvestimento de Combustíveis Fósseis, Investindo em um Futuro Sustentável”.

Segundo Eduardo Cavaliere, secretário municipal de Meio Ambiente do Rio e coordenador nacional do CB27, que reúne todas as capitais do Brasil, disse que esse é o momento do Brasil e das cidades do mundo levarem suas propostas para a preservação do meio ambiente.

“A questão climática é de vida ou morte. Se nós não agirmos agora, quem vai sofrer é a população como um todo, mas principalmente os mais pobres”, destacou.

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