Rede de atenção à mulher no município é destaque no combate à violência

 

Atualmente são 3.304 mulheres acompanhadas pelo Centro de Referência Municipal

Todos os dias, mulheres vítimas de violência doméstica encontram no Centro de Referência à Mulher Maria Quitéria (CRMQ) o apoio psicológico e moral para superar o trauma. Nesta quarta-feira, 27, o órgão completa 11 anos em Feira de Santana.

 

Atualmente são 3.304 mulheres acompanhadas. Deste índice, 790 chegaram entre janeiro e outubro deste ano. 

“Apesar das ocorrências de violência contra a mulher, Feira de Santana tem baixo índice de feminicídio no Brasil, sendo referência não só para o estado, como também para o país”, ponderou a delegada de Polícia Civil da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), Clécia Vasconcelos, durante café da manhã em comemoração ao aniversário do CRMQ. 

A delegada considerou ainda que o diferencial do município “é uma rede que funciona com órgãos integrados em sintonia”. 

No CRMQ elas têm a garantia de acompanhamento psicológico, jurídico, social, pedagógico, oficinas terapêuticas e cursos profissionalizantes. Os atendimentos são sigilosos, detalhe que garante segurança às mulheres, e ocorrem por demanda espontânea ou através de encaminhamentos.

Segundo a secretária de Políticas para as Mulheres, Gerusa Sampaio, a busca pela ajuda representa redução das chances de feminicídio. “A missão do Centro é atender mulheres feirenses, vítimas de violência, preservando a segurança e garantia de direitos, ressignificando a construção de um novo contexto de vida”, afirma.

O prefeito Colbert Martins Filho pontuou que a violência doméstica é um grave problema de saúde pública, podendo ser contido ainda na infância, por meio da educação dos filhos e exemplo dos pais. “A violência pode ser classificada como psicológica, física, patrimonial, moral e sexual. Por isso é importante reconhecer a situação para então, no momento certo, denunciar”.

Ouça aqui o podcast.



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