Onde histórias de vida se cruzam e alimentam a esperança

 

Serviço Social da Prefeitura acolhe pessoas em situação de vulnerabilidade

Histórias diferentes, realidades que se assemelham. Enfrentam a desigualdade social e sonham ter uma vida melhor – estão na busca por um emprego. Muitos não têm um lar e mal conhecem o passado; outros foram excluídos do convívio familiar.

 

Nasceram em Feira de Santana, vieram de cidades circunvizinhas e até de outros países, e em um dia que parecia ser como outro qualquer, foram abraçados pelo serviço social da Prefeitura de Feira.

É o relato do sergipano José Lopes, de 53 anos, do baiano Geovane Ribeiro, 31, de Bom Jesus, e também de dona Francisca de Lima, 45, uma cearense de Juazeiro do Norte que segue em viagem para Uberlândia, no estado das Minas Gerais. Todos eles passam uns dias no Centro Temporário de Acolhimento à População de Rua, na Praça do Tropeiro.

No espaço, todos recebem as três principais refeições, acompanhamento psicológico, pedagógico e assistência social, além de acesso aos serviços de saúde e lazer. No total 31 pessoas estão na casa - incluindo uma família, a de dona Francisca. Chegaram lá após o acolhimento do Plantão Social. 

“São assistentes sociais que fazem esse encaminhamento. Os profissionais avaliam o período necessário de acolhimento a essas pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade”, explica o coordenador do equipamento, Oriosvaldo Santos.

Há situações em que o cidadão chega a precisar ser acolhido por cinco dias ou até um a três meses recebendo assistência no imóvel com pavimento superior, oito quartos [cada um deles acomoda seis pessoas], refeitório, cozinha, banheiros, sala de atendimento e área externa. 

“Também viabilizamos a documentação, caso necessitem, e outros benefícios, como auxílios viagem e aluguel”, acrescenta o coordenador. 

Entre os que lá se encontram ainda tem gente do estado de São Paulo e dois imigrantes, sendo um da Argentina e outro do Marrocos, país situado no norte da África. É o Aitbella Abdelaziz, de 60 anos, que está há 15 dias na casa. Bem franco, diz que sente-se bastante acolhido e que seu novo destino é Boa Vista, em Roraima. 

ATENÇÃO ESPECIAL 

Além do Centro Temporário de Acolhimento à População de Rua, a Prefeitura de Feira mantém mais dois imóveis, onde a assistência é de alta complexidade [sendo os de baixa complexidade os CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e CREAS (Centro Referência Especializado de Assistência Social)]. 

Em um daqueles equipamentos são acolhidas mulheres vítimas da violência doméstica - por segurança, o endereço não pode ser revelado - e no outro vivem crianças e adolescentes, geralmente encaminhados pelo Conselho Tutelar. São meninos e meninas na faixa etária entre 10 e 16 anos, alguns deles abandonados pela família, que dividem um imóvel alugado pelo Município, no bairro Santa Mônica.

“Nosso papel é fazer a proteção social, definindo direitos e buscando os vínculos familiares através de ações”, pontua Antônio Carlos Borges Júnior, secretário de Desenvolvimento Social.

TEXTO: Renata Leite



Postar um comentário

0 Comentários