Motoristas de aplicativo realizam protesto contra o aumento do preço da gasolina

 


Depois de novos aumentos abusivos no preço do combustível, motoristas de aplicativo de Feira de Santana, realizaram uma manifestação na manhã desta quarta-feira (27) pelo centro da cidade.

A concentração da manifestação foi realizada no terminal do BRT da Avenida Ayrton Sena.

Em entrevista ao Acorda Cidade, o motorista João Romário, informou que a cada dia que passa, as dificuldades aumentam para trabalhar no município, seja pela alta do combustível, seja pela falta de manutenção das vias.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

"Eu já tenho mais de um ano rodando como motorista de aplicativo e posso dizer que a cada dia que passa, está difícil rodar aqui na cidade de Feira de Santana, assim como em todo o estado, em todo o Brasil pela alta do combustível que está inadmissível. Mas, a cidade também está desorganizada, toda esburacada e a gente acaba com o nosso carro, perde tempo, o aplicativo não repassa o valor, mas tudo bem que não é culpa do aplicativo, mas a gente ganha pouco com as corridas. Com esse preço da gasolina, a renda está se tornando pouca", afirmou.

Abastecendo os veículos com valores de R$ 0,50 e R$ 1, os motoristas estavam exigindo as notas fiscais.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

"A gente vai aguardar outros motoristas chegarem aqui e iremos passar pelos postos de combustíveis para abastecer o carro com R$ 1 e vai ter gente que vai colocar R$ 0,50 e vamos exigir a nota fiscal", informou João Romário.

Trabalhando há cerca de dois anos como motorista de aplicativo, Anderson Moraes paga R$ 400 por semana pela utilização do veículo. Ao Acorda Cidade, ele informou que o preço alto do combustível não está contribuindo para honrar com outros compromissos.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

"Eu já rodo como motorista de aplicativo há cerca de dois anos e está sendo difícil levar o sustento para nossa família. Como é que a gente vai levar o pão para casa com a gasolina nesse valor? O carro que eu trabalho é alugado e pago R$ 400 por semana, cerca de R$ 1.600 por mês, e a renda está ficando comprometida. Eu trabalho em torno de 14 horas por dia, praticamente não durmo, estamos aí nos esforçando todos os dias e decidimos fazer esse protesto e vamos parar nos postos para abastecer com os valores de R$ 1 e R$ 0,50", concluiu.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Fonte: Acorda Cidade

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