Após término, CPI fará roteiro de viagens para entregar relatório final

 

A ideia é que o parecer da comissão seja levado a entidades nacionais e internacionais

Após o término dos trabalhos na terceira semana de outubro, o campo majoritário da CPI da Pandemia discute um roteiro de viagens para levar o relatório final a entidades nacionais e internacionais.

No Brasil, a ideia é que a cúpula da comissão de inquérito entregue o parecer final tanto a órgãos de fiscalização federais, como a PGR (Procuradoria-Geral da República), e a procuradorias-gerais dos estados e ministérios públicos.

”Nós mandaremos para a Procuradoria-Geral da República apenas os [nomes] que tiverem prerrogativa de foro”, disse o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL). “A CPI levará a cada estado cujo Ministério Público tenha a ver com a investigação”, acrescentou.

Entrega em SP, RJ e AM

Pelas linhas de investigação da CPI da Pandemia, integrantes do chamado G7, grupo de senadores independentes e de oposição, dão como certa a entrega do parecer final a órgãos de fiscalização em São Paulo, Rio de Janeiro e Amazonas.

No exterior, são discutidos destinos como Estados Unidos, Suíça e Holanda.

“Eu defendo que a gente vá a Washington e Genebra. E, dependendo dos crimes tipificados, a Haia”, disse o senador Humberto Costa (PT-PE).

Em Washington, fica a sede da Comissão Interamericana de Direitos Humanos e, em Genebra, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. A intenção do campo majoritário é denunciar o atual governo por eventuais crimes cometidos durante a pandemia do novo coronavírus.

Já na Holanda funciona o Tribunal de Haia, uma corte internacional que se propõe a julgar denúncias de crimes contra a humanidade.

O relator já antecipou que o parecer final pedirá o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O vice-presidente da CPI da Pandemia, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou, em entrevista à CNN, que o total de pedidos de indiciamento pode chegar a 50. Atualmente, a comissão de inquérito conta com 37 investigados.

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