Setembro Amarelo: Tentativa de suicídio entre jovens aumentou na pandemia

 

Mês de alerta para os cuidados com a saúde mental. Imagem: googleimagens


As tentativas de suicídio por adolescentes aumentaram desde o início da pandemia. É o que apontam os dados do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) em Feira de Santana, que destacam o impacto do isolamento social na saúde mental.

Somente este ano, 86 jovens foram atendidos por tentativa de suicídio, o que representa um aumento de 95% em comparação com o ano passado – quando foram registradas 44 ocorrências.

Segundo a coordenadora da Rede de Saúde Mental, Fernanda Botto, a quantidade de atendimentos por suspeitas de tentativas de suicídio entre adolescentes de 11 e 17 anos, especificamente entre meninas, também começou a aumentar.

“São diversos motivos que podem levar uma pessoa a cometer o suicídio, entre os mais comuns estão a solidão e ansiedade, além de dificuldades para se relacionar. No caso das meninas, o abuso sexual é o principal fator para cometer este ato”, associa.

Neste mês dedicado à prevenção ao suicídio, Setembro Amarelo, a Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Saúde, vai realizar palestras, rodas de conversas e ações educativas sobre a temática.

“O nosso objetivo é chamar a atenção dos familiares e amigos a identificar os problemas que levam ao suicídio. Demonstrar interesse e ser aberto ao diálogo são os principais caminhos de prevenção, além de contar com a ajuda de especialistas da área da saúde mental”, explica Fernanda Botto.

Em Feira de Santana, cerca de 38 mil pessoas recebem atendimento psicológico nas unidades Caps, motivados por transtornos mentais, como ansiedade, depressão e distúrbios comportamentais provocados pelo uso de substâncias psicoativas (álcool e outras drogas). Os serviços são gratuitos, ofertados pelo SUS, para as pessoas que se encontram nessa condição.

O atendimento especializado é prestado por uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, fonoaudiólogos e psiquiatras. Além destes equipamentos, as pessoas podem procurar ajuda nas Unidades Básicas de Saúde, de Saúde da Família, UPA’s, SAMU 192 e hospitais.

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