PIB tem leve queda de 0,1% no 2° trimestre e fica perto da estabilidade

 

Cidade brasileira com bandeira do Brasil
No ano passado, o PIB 4,1%, com recuo de 2,2% no primeiro trimestre e tombo de 9,2% no segundo. Cidade brasileira com bandeira do Brasil. Foto: Sergio Souza/Unsplash

CNN Brasil -PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro teve uma leve queda de 0,1% no segundo trimestre deste ano, na comparação com os últimos três meses de 2020, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (1º).

A estimativa mediana do mercado apontava para alta de 0,2% na comparação trimestral e de 12,7%, na anual.

O indicador é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e, em valor corrente, chegou a R$ 2,1 trilhões.

O resultado vem após três positivos do indicador, após o baque na atividade sofrido pela pandemia de Covid-19, que limitou a circulação de pessoas nas ruas. Em 2020, o PIB caiu 4,1% na comparação anual — pior resultado da taxa histórica, iniciada em 1996 –, com recuo de 2,2% no primeiro trimestre e tombo de 9,2% no segundo.

O IBGE destaca que, com a variação divulgada hoje, a economia brasileira mostra avanço de 6,4% no primeiro semestre. Nos últimos quatro trimestres, acumula alta de 1,8%, e na comparação com o segundo trimestre do ano passado, cresceu 12,4%. “O PIB continua no patamar do fim de 2019 ao início de 2020, período pré-pandemia, e ainda está 3,2% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica na série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014”.

Agropecuária e indústria puxam para baixo

Os resultados negativos registrados pelos setores de agropecuária (-2,8%) e indústria (-0,2%)  de abril a junho contribuíram para o desempenho da economia no período, destaca o IBGE. Já o setor de serviços, responsável pela grande parte do PIB, avançou 0,7% no intervalo.

“Uma coisa acabou compensando a outra. A agropecuária ficou negativa porque a safra do café entrou no cálculo. Isso teve um peso importante no segundo trimestre. A safra do café está na bienalidade negativa, que resulta numa retração expressiva da produção”, explica a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, em nota explicativa.

A atividade industrial também recuou devido às quedas de 2,2% nas indústrias de transformação e de 0,9% na atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos. Essas quedas compensaram a alta de 5,3% nas indústrias extrativas e de 2,7% na construção.

*Em atualização

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