Eternit inicia venda de primeira telha solar em concreto do mercado brasileiro

 

Neste primeiro momento, as telhas foram vendidas para clientes selecionados no estado de São Paulo e próximos à unidade fabril, em Atibaia (Imagem: Divulgação/Eternit)


Eternit (ETER3) deu início a comercialização das suas telhas fotovoltaicas de concreto BIG-F10.

O produto Tégula Solar, uma das principais apostas em tecnologia da companhia, é inédito no mercado brasileiro e permite a transformação da luz solar em energia elétrica.

Neste primeiro momento, as telhas foram vendidas para clientes selecionados no estado de São Paulo e próximos à unidade fabril, em Atibaia.

“A seleção foi feita pela equipe técnica e comercial da empresa com base na capacidade inicial de produção e na formação de um portfólio de projetos de referência para diversas condições climáticas, padrões construtivos e possibilidades de aplicação”, informou.

A empresa, que sofreu com processos relacionados à produção de amianto, agora tenta dar a volta por cima apostando em produtos sustentáveis, conforme adiantado pelo Money Times em abril.

“Queremos democratizar o acesso à energia elétrica originada a partir de fontes renováveis no Brasil, através de uma tecnologia revolucionária que pode gerar retornos sobre o investimento em um período de 3 a 5 anos”, destaca o presidente do Grupo Eternit, Luís Augusto Barbosa.

“O que existe hoje em larga escala são placas fotovoltaicas cujos modelos precisam ser instalados em cima dos telhados, nem sempre prezando pela melhor estética”, explica Luiz Antonio Lopes, responsável pela área de Desenvolvimento de Novos Negócios da Eternit.

Eternit - Projeto-piloto praia Baleia
“É um produto de fácil instalação e que não interfere na arquitetura das construções”, afirma a empresa (Imagem: Divulgação/Eternit)

O produto

Aprovada e registrada pelo Inmetro desde 2019, a telha Tégula Solar mede 36,5 cm por 47,5 cm e é composta de concreto, com a incorporação de células fotovoltaicas em sua superfície.

Possui uma potência de 9,16 watts, o que representa uma capacidade média mensal de produção de 1,15 Kwh, com vida útil estimada em 20 anos.

“É um produto de fácil instalação e que não interfere na arquitetura das construções, com peso e estrutura semelhantes ao das telhas convencionais, mas que agrega valor ao telhado, além de oferecer proteção, conforto térmico e acústico”, acrescenta Luiz Antonio Lopes.

Fonte: https://www-moneytimes-com-br

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