Criando 56 animais abandonados, dona de casa busca apoio para criar um gatil

 

A dona de casa contou que a maioria dos gatos abandonados, já sofreram maus tratos

Acorda Cidade - A dona de casa Silvânia dos Santos, moradora do Conjunto Feira IX em Feira de Santana, atualmente está convivendo com 56 animais, sendo 52 gatos e mais 4 cachorros.

Sem trabalhar, ela que tem epilepsia, faz uso de medicamentos e recebe auxílio do INSS, através do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Mesmo sem ter condições físicas para acomodar todos os animais, Silvânia contou a reportagem do Acorda Cidade, que não consegue deixar os gatos e cachorros convivendo na rua, ainda mais quando sofrem maus tratos.

Segundo ela, há sete anos cuida dos animais e recebe apoio de alguns vizinhos com a doação de rações.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

"Eu já tenho sete anos que acolho todos esses animais das ruas, as pessoas passam e jogam aqui, muitos com a pata quebrada, com o rabo cortado, sem o olho e eu fico com pena, porque muitos ainda são pequenos, alguns chegam a não sobreviver. Alguns eu já doei, mas atualmente eu tenho 52 gatos e mais 4 cachorros. Infelizmente o salário mínimo que recebo não dá para manter toda a alimentação deles, então eu consigo doações dos vizinhos com rações", explicou.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Com uma casa de 9m de comprimento por 5m de largura, não há muito espaço para todos os animais se acomodarem. Silvânia explicou que os gatos ficam espalhados por toda casa, até mesmo em cima do guarda-roupa.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

"O meu dia a dia aqui sempre é tentando organizar as coisas, porque é muita sujeira, muitas fezes, e nesse momento eu também preciso de produtos de limpeza. A prefeitura até me cedeu um espaço aqui do lado para que eu possa construir um gatil, mas estou precisando de blocos e cimento principalmente, porque não tenho como mais conviver com todos eles aqui. Eu faço o que posso para comprar todos os produtos, ainda mais pelo forte mau cheiro e não posso ficar me estressando, tenho que ficar em um local tranquilo, tenho problemas de depressão, tenho epilepsia, tomo muita medicação que é controlada, e os animais ficam na mesa, na parte de cima do meu guarda-roupa que nem mais está prestando porque ficam arranhando e vou levando dessa forma", afirmou.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Além da alimentação, Silvânia contou ao Acorda Cidade que existem os gastos relacionados com a saúde dos animais e explicou que mesmo fazendo uma boa ação, ainda recebe críticas de outras pessoas.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

"É um custo muito alto, às vezes eu não fico com nada do meu salário, recebo um salário mínimo e quando eles adoecem, tenho que levar ao veterinário, peço ajuda das pessoas e ainda dizem que com tanta gente passando fome, eu estou preocupada com os animais. Eu já procurei a Associação Protetora dos Animais (APA), mas eles disseram que também não tem espaço lá e estou lutando com esses animais até onde eu puder", disse.

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Com relação ao espaço cedido pela prefeitura, Silvânia explicou que é um local pequeno, mas que já é de grande ajuda para acomodar os gatos, e nesse momento, precisa do apoio para construir o gatil.

"É uma área pequena de 3m de largura por 9m de comprimento. Eu quero fazer esse gatil para colocar todos esses gatos e poder murar, porque se deixar aberto, o povo pode fazer alguma perversidade. Então eu preciso nesse momento de blocos, areia, cimento, brita e ferro", concluiu.


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