Produtora de hortaliças fala sobre o trabalho árduo e o amor que herdou pela feira

 


O Dia do Feirante é celebrado anualmente em 25 de agosto. Este é o dia de homenagear os feirantes que estão espalhados por todo o território brasileiro e considerados peças importantes para movimentar a economia regional e nacional.

Foto: Paulo José/Acorda Cidade

A data comemorativa também é um dia de muita celebração para aqueles herdaram a profissão de seus familiares. A feirante Maria Paulina Alves, é um exemplo desses produtores que garantem o alimento da população de Feira de Santana.

Aos 51 anos, Dona Paulina, como é conhecida, acorda todos os dias às 5h, prepara uma garrafa de café e sai para trabalhar na horta, que cultiva ao lado de sua casa, na Fazenda Tanquinho da Feira, logo atrás do Parque de Exposições João Martins da Silva.

O trabalho é árduo e garante além da alimentação da própria família, parte da renda familiar. Ela planta diversos tipos de hortaliças, como coentro, salsa, hortelã e couve. A produção é comercializada na banca que ela mantém já há 40 anos na feirinha do bairro Estação Nova.

Foto: Paulo José/Acorda Cidade

“Cresci trabalhando na feira livre, estou com 51 anos e comecei a ir para a feira com minha mãe já com um ano de nascimento. Aprendi a profissão com minha mãe, a gente ía no lombo do jegue”, relembrou a feirante.

Dona Paulina diz que ama o que faz. Na banca, o produto que ela mais vende é a couve-manteiga. Outras hortaliças mais vendidas também são o coentro, a cebolinha, hortelã e a alface. A maior parte dos produtos da banca são plantados na horta em casa. E a outra parte é comprada de outros fornecedores.

Foto: Paulo José/Acorda Cidade

“Gosto do trabalho que eu faço, faço com amor e com carinho. Amo a feira livre, trato bem meus clientes e gosto dos meus vizinhos de banca. Não me imagino em outra profissão, foi através disso que criei meus filhos e construí minha casa. Dá para viver”, afirmou.

Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

Em dia de Feira, Dona Paulina acorda às 2h e chega à Feirinha da Estação Nova por volta das 4h. É assim todas as sextas, sábados e domingos, para na segunda-feira, recomeçar a luta diária em sua plantação.

Foto: Paulo José/Acorda Cidade

 

Fonte: Acorda Cidade

Postar um comentário

0 Comentários