Resultados orientam estratégias para atrair estudantes que precisam se adaptar

 

Seduc está revendo as estratégias para atingir mais estudantes

A partir dos resultados obtidos através dos instrumentos pedagógicos - que medem os primeiros dados a respeito do desenvolvimento da modalidade não presencial nas escolas da Rede Municipal - a equipe da Secretaria de Educação está revendo as estratégias para atingir um número cada vez maior de estudantes. As aulas foram retomadas em 29 de março neste novo formato.

O objetivo é traçar um panorama e atuar especificamente nas ações de um grupo pequeno de escolas que apresentaram resultados menos satisfatórios. As equipes de gestão escolar aprimoram ações para ajudar as famílias a manter o foco no modelo não presencial.

“A média dos resultados, no geral, foi positiva para a maioria dos polos e distritos e, consequentemente, para a maioria das escolas. Mas, estes dados nos mostram precisamente onde precisamos melhorar nossos índices e atingir um número ainda maior de estudantes”, argumenta a secretária de Educação, professora Anaci Paim. 

A meta é melhorar os resultados e chamar a atenção das famílias que não estejam retirando as atividades e acompanhando seus filhos em casa na realização e na assistência às videoaulas, explica a professora. O levantamento foi feito por ano escolar e também por polos, distribuição de escolas feita pela Seduc a partir da aproximação por área geográfica da cidade.

A equipe do Núcleo de Alfabetização (NAFS) da Seduc analisou também que os estudantes supervisionados pelos responsáveis, mães ou pais são os que mais entregam as atividades dentro do prazo: o índice é 46,89%.

A dona de casa Manuela Moreira, mãe de Emanuele, 9, e Enzo Gabriel, 6 anos, admite que o novo momento é ‘puxado’ para as famílias. “Mas a gente ajeita a rotina para tudo dar certo, pegar todas as atividades e acompanhá-los. Para mim, é fundamental garantir o futuro e a educação deles, principalmente agora na pandemia”, reforça ela que já foi estudante da mesma escola onde os filhos estão matriculados hoje, a Eurides de Oliveira Queiroz, do distrito de Humildes.

Aumentar o percentual de estudantes 

“Sabemos que essa foi uma retomada com muitas incertezas e dúvidas, pois a pandemia nos colocou em um novo contexto totalmente inesperado e diferente para todos. No entanto, nossa análise, com base nos resultados, é positiva”, observa Laecio Andrade Ferreira Silva, especialista em Educação que atua no NAFS.

A mensuração dos dados continua a ser feita periodicamente. “O mais importante é que a partir das análises mensais possamos aumentar cada vez mais o percentual de estudantes que tenham acesso às novas estratégias de ensino e isso implique num retorno cada vez maior e constante”, avalia a professora Karina Macedo, coordenadora do Núcleo.

Grupos de mensagem são aliados

Para Sara Silva, diretora da Escola Municipal Izidro Alves de Jesus, situada no distrito de Matinha, o maior desafio é mobilizar as famílias e manter o contato constante para que o ritmo de retirada/devolução das atividades não diminua.

“Criamos um grupo de WhatsApp para nos aproximarmos das famílias a fim de mantê-las informadas de datas, prazos e demais informes e, ao mesmo tempo, monitorar as que perdem o ritmo”, conta a gestora. 

A partir dos resultados coletados, a Seduc está colocando em prática, em conjunto com as equipes de gestão das escolas municipais, estratégias que aprimoram o contato e apoio à família. Os casos com maior adesão dos estudantes também são exemplos para o desenvolvimento das escolas que tiveram índices menores. 

“As unidades escolares que não atingiram patamar satisfatório estão sendo consultadas para buscar entender as razões e solucioná-las o mais breve possível. Nas próximas avaliações, queremos alcançar índices mais favoráveis”, aponta a secretária Anaci Paim. 



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