Protestos por impeachment de Bolsonaro são registrados em 25 capitais

 

Manifestações pedem impeachment do presidente, criticam condução da pandemia e cobram retorno do auxílio emergencial de R$ 600


CNN Brasil - O trânsito foi interrompido nos dois sentidos da avenida. O ato se iniciou por volta das 15h e começou a registrar um número maior de pessoas a partir das 16h.

Brasília também iniciou os protestos à tarde, na Esplanada dos Ministérios.

Pela manhã, o maior ato foi registrado no Rio de Janeiro. Começou na Avenida Presidente Vargas, na região central, e se encerrou em frente à Igreja da Candelária, por volta das 14h. 

Os atos foram convocados majoritariamente por movimentos sociais, sindicais e partidos políticos à esquerda. 

Manifestação contra Bolsonaro próximo ao MASP, na Avenida Paulista (03-07-2021)
Manifestação contra Bolsonaro próximo ao MASP, na Avenida Paulista (03-07-2021). Foto: Reprodução / CNN

 

A pandemia foi tema recorrente dos discursos e cartazes, que responsabilizam o presidente Jair Bolsonaro pelo número de mortesregistradas em razão da Covid-19 no Brasil.

Em Florianópolis, os manifestantes também se reuniram pela manhã. No local, havia uma coleta de assinaturas que pede a cassação do presidente. 

Em Goiânia, os manifestantes pediram o aumento no volume de vacinação contra a Covid-19, além de benefícios sociais que auxiliem os cidadãos mais vulneráveis a enfrentarem o período de restrição das atividades econômicas que ainda está em curso devido à pandemia.

Em Recife, os manifestantes seguraram a faixa "Fora Bolsonaro" e pediram "comida no prato". A concentração aconteceu na Praça do Derby, às 9h da manhã. Por volta das 10h, os manifestantes seguiram rumo à Avenida Conde da Boa Vista. 

Atos antecipados

Inicialmente, os atos ocorreriam daqui a três semanas, no final de semana dos dias 24 e 25 de julho. No entanto, os grupos decidiram antecipar a convocação após a eclosão da investigação de supostas irregularidades na aquisição de vacinas contra a Covid-19.

Foram citadas as suspeitas de irregularidades no caso Covaxin, que levou a abertura de um inquérito contra o presidente por suposta prevaricação, e em um suposto pedido de propina de US$ 1 por dose, em negociação de um representante comercial com um diretor do Ministério da Saúde, agora exonerado.

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