A arte e a tradição na corda da rima. Viva o cordel!

 

Jurivaldo Alves mantém aceso o gênero literário

Em duas bancas e um espaço fixo instalados no Mercado de Arte Popular (MAP), o folheteiro e cordelista Jurivaldo Alves da Silva, 74 anos, comercializa e expõe parte do seu acervo literário - ele possui cerca de cinco exemplares. Hoje, 7, Dia Municipal da Literatura de Cordel, Jurivaldo lembra que tudo começou ainda na infância, como folheteiro.

“Recebi o incentivo de Antônio Alves que, se estivesse vivo, estaria completando 92 anos”, diz. Jurivaldo, natural de Baixa Grande, comprava cordéis e, por ser analfabeto ainda na adolescência, pedia a alguém para ler e decorava as histórias para declamá-las.     

“Por coincidência ou força do destino cheguei a Feira de Santana e fui me hospedar na Pensão Jacobina, onde, para minha felicidade, estava também hospedado o saudoso Antônio Alves. Foi daí que recebi o incentivo dele”, relembra Jurivaldo Alves sobre sua primeira publicação “Lampião entre o amor o cangaço”. 

Além de romances, folhetos e cordéis que Jurivaldo coloca à venda, há aqueles que não são comercializados de forma alguma. 

“São cordéis raríssimos, que não vendo e não troco por nada”. Nessa coleção ele reúne histórias de autores reconhecidos na literatura, como a obra “A Donzela Teodora”, de Leandro Gomes de Barros, primeiro escritor brasileiro de cordel. “Ele é considerado o patrono do cordel”, ressalta.

O cordelista e folheteiro afirma que seu espaço está de portas abertas para outros escritores, como Bule Bule, Zadir Marques Portos, Franklin Machado, entre tantos outros.



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