'Se eles não querem que a CPI continue, é porque houve alguma irregularidade', diz presidente da Câmara Municipal

 


A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a distribuição das cestas básicas no período da eleição no ano passado em Feira de Santana, foi surpreendida na manhã desta sexta-feira (28), com a suspensão da CPI (saiba mais aqui).

Em entrevista ao Acorda Cidade, o presidente da Câmara, Fernando Torres (PSD), informou que antes do comunicado oficial, recebeu a informação ainda no caminho da Casa da Cidadania e ao chegar, solicitou que a sessão fosse suspensa.

"No momento que eu estava indo para a CPI das Cesta Básicas no meu carro ouvindo o Programa Acorda Cidade, ouvi a informação sobre esta suspensão, e que a multa seria de R$ 100 mil. Ao chegar aqui, solicitei que fosse suspensa a sessão porque a gente ainda não tinha a informação concreta e decidimos aguardar chegar a documentação", explicou.

Ainda segundo o presidente, o mandado de segurança movido por alguns vereadores da bancada governista, demonstra que existiu algum tipo de irregularidade no período da distribuição e não querem que isso seja exposto.

"Um dos vereadores é Pedro Américo (DEM). Ele que está sendo investigado e na época era da Sedeso. Se houve alguma irregularidade, ele está envolvido, mas estamos investigando, estamos fazendo nosso papel para fiscalizar todo dinheiro público que é direcionado, além disso, nosso papel também é elaborar as leis e principalmente apurar esta CPI. Mas se eles não querem que e CPI continue, é porque teve alguma irregularidade", destacou.

De acordo com Fernando Torres, a Câmara Municipal irá recorrer desta decisão.

O Vereador Silvio Dias (PT) que faz parte da CPI, também informou que esta decisão da manhã de hoje, surpreendeu muitos vereadores, mas segundo ele, com muito trabalho, toda verdade está sendo exposta, do que ocorreu no período da eleição.

"Nós fomos surpreendidos com esta decisão, estamos encarando com muita tranquilidade, porque os trabalhos estão sendo feitos com muita determinação, trazendo essa luz dos fatos que ocorreram nas eleições de 2020. Não será essa decisão que irá impedir que futuramente a gente retome com este trabalho, mas que possamos mostrar para toda a sociedade o que ocorreu com as cestas básicas distribuídas naquele período", destacou.

De acordo com Silvio Dias, cerca de 78 mil cestas básicas foram distribuídas em meses diferentes.

"Foram compradas 52 mil cestas básicas no mês de setembro e depois mais 26 mil cestas no mês de novembro. Estamos vivendo em um período de pandemia, muitas pessoas estão passando por dificuldades e a gente sabe disso. Queremos entender o destino que foi dado a todas estas cestas nesse período da eleição. Por que a prefeitura não comprou mais? Por que não está comprando agora e só comprou naquele período? Nós estamos recebendo aqui os oficiais de justiça, mas garanto que isso não irá atrapalhar nossos trabalhos", concluiu.


Fonte: Acorda Cidade

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