Prédio de 13 andares desaba após ataque de Israel a Gaza; veja vídeo

 Prédio desaba em Gaza após ser atingido por ataque aéreo israelensePrédio desaba em Gaza após ser atingido por ataque aéreo israelense. Foto: Reprodução/Twitter


CNN Brasil - Um prédio residencial de 13 andares na Faixa de Gaza desabou na noite desta terça-feira (11) depois de ter sido atingido por um ataque aéreo israelense, segundo testemunhas.

Um vídeo, que circula nas redes sociais, mostra colunas de fumaça densa subindo a partir do prédio, que acaba desabando. A torre abrigava um escritório usado pela liderança política do Hamas, grupo islâmico que governa Gaza.

Moradores do prédio atingido por Israel e pessoas que moram nas proximidades foram alertados para que evacuassem a área uma hora antes do ataque ser efetivado, de acordo com testemunhas. Segundo uma emissora de TV local, uma pessoa morreu no ataque.

A eletricidade na área ao redor do prédio caiu após o desabamento, e moradores passaram a usar lanternas para procurar pertences pessoais nas proximidades.

Israel enviou 80 jatos para bombardear Gaza nesta terça-feira, e posicionou tanques na fronteira enquanto foguetes atingiam cidades israelenses pelo segundo dia seguido, aprofundando um conflito que já deixou pelo menos 28 pessoas mortas do lado palestino e duas vítimas fatais do lado israelense. 

Em resposta ao ataque que levou ao desabamento do prédio, o Hamas afirmou ter disparado mais de 130 foguetes contra Tel Aviv. 

Esta é a crise mais séria entre Israel e facções armadas de Gaza desde 2019, e foi desencadeada por confrontos entre palestinos e a polícia israelense na mesquita de al-Aqsa, ocorridos na segunda-feira (10).

Antes do colapso do bloco, o Ministério da Saúde de Gaza disse que pelo menos 28 palestinos, incluindo 10 crianças, foram mortos e 152 feridos por ataques israelenses desde que o Hamas lançou na segunda-feira foguetes contra Jerusalém pela primeira vez desde 2014.

Em 2014, uma guerra que durou uma semana deixou 2.100 mortos em Gaza e 73 em Israel, além da destruição de milhares de casas.

A cidade de Jerusalém, sagrada para judeus, muçulmanos e cristãos, passa por um momento de tensão durante o Ramadã, mês de jejum muçulmano. Há ameaça de uma decisão judicial que pode expulsar palestinos de casas que são reivindicadas por colonos judeus. 

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que seu país iria intensificar os ataques à Gaza, lugar em que vivem cerca de 2 milhões de pessoas. 

"Tanto a força dos ataques como também a frequência será ampliada", disse Netanyahu em um vídeo. 

Repercussão internacional

Em reação aos acontecimentos na região de Gaza, os Estados Unidos se disseram preocupados e pediram que os dois lados cessem os ataques. 

A Casa Branca condenou os ataques feitos pelo Hamas e disse que Jerusalém deveria ser "um local de coexistência". 

O porta-voz do Departamento de Estado americano, Ned Price, pediu "calma e moderação". "Israel tem o direito de se defender e de responder a ataques de foguetes. O povo palestino também tem direito à proteção e à segurança, assim como os israelenses", disse Price. O porta-voz afirmou que o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, já entrou em contato com o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gabi Ashkenazi. 

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, condenou os ataques contra Israel feitos em resposta à ofensiva israelense que derrubou o prédio de 13 andares. No Twitter, Maas afirmou que "o ataque com foguetes contra Israel é absolutamente inaceitável e deve para imediatamente". "Israel tem, nesta situação, o direito a autodefesa. Esta escalada de violência não pode ser tolerada nem aceita", concluiu o ministro. 

No sentido oposto, o líder supremo do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei, instou os palestinos a aumentar o poder de combate para impedir o que classificou como "brutalidade" de Israel. Para Khamenei, Israel "só entende a linguagem da força". 

Os sionistas não entendem nada além da linguagem da força, então os palestinos devem aumentar seu poder e sua resistência para forçar os criminosos a se renderem e, assim, darem fim a seus atos brutais", disse o líder iraniano em pronunciamento exibido por uma TV estatal. 

A Liga Árabe condenou os ataques de Israel à Gaza e pediu à comunidade internacional que aja com urgência para impedir a escalada da violência na região. Em comunicado, o presidente do grupo, Ahmed Aboul Gheit, disse que "as violações israelenses em Jerusalém e a tolerância do governo aos extremistas judeus hostis a palestinos e árabes é o motivo que levou à ignição da situação nestes termos perigosos". 

Os ministros da Liga Árabe responsabilizaram Israel por "absolutamente tudo o que acontece em decorrência de sues crimes, que constituem flagrantes violações dos decretos da Organização das Nações Unidas, do direito internacional e dos direitos humanos". 

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) instou todos os lados a recuar e os lembrou da exigência do direito internacional de tentar evitar baixas civis.

Postar um comentário

0 Comentários