Aulas não presenciais: retirada de atividades para estudantes movimenta escolas

 

Zona Rural também é contemplada

A entrega das atividades impressas para os estudantes tem movimentado e levado alegria às escolas municipais, já que esse recurso fundamental nas aulas não presenciais aproximam os alunos dos professores e também servem para matar a saudade da sala de aula.

O material favorece principalmente os estudantes que não têm acesso à internet, mas está disponível também para os demais alunos das unidades escolares. Na Escola Municipal Rosa Maria Espiridião Leite, localizada no distrito da Matinha, a divulgação das atividades atraiu a maioria das famílias e gerou um retorno positivo.

“As atividades estão sendo entregues normalmente. Fizemos a divulgação até em carros de som, grupos em aplicativos de mensagens instantâneas e também pedimos que quem receba a informação passe para o vizinho, o amigo e outras famílias”, conta Lorene Souza de Jesus, diretora da escola. A escola tem 556 estudantes cursando do 1º ao 9º ano. A comunidade escolar mostrou participação ativa nessa retomada não presencial. 

As atividades são disponibilizadas semanalmente nas unidades escolares, com maior fluxo de entrega às segundas-feiras, e seguem um processo cíclico: pais, responsáveis e/ou estudantes retiram o material a cada semana; respondem as tarefas com base no percurso pedagógico do ano escolar e, por fim, entregam as atividades respondidas de volta à unidade escolar, quando é o momento de apanhar novos exercícios. Assim o ciclo vai se repetindo, com entrega e retirada de materiais. O professor de cada ano escolar corrige as atividades de cada componente curricular.

De acordo com a equipe de gestão da Escola Municipal Rosa Maria Espiridião Leite, a maior procura pelas atividades parte dos alunos do Ensino Fundamental Anos Iniciais, cobrindo 100% da demanda. A alta procura está relacionada à faixa etária e ao acesso das crianças às tecnologias da educação.

Foto: Sara Silva

“É um apoio que precisamos garantir para todas as crianças que estão sentindo muita falta da escola. Meu filho achou muito bom receber as tarefas porque estava sentindo muita saudade. Também estamos com problema no celular, mas com as atividades impressas ele pode fazer tudo mesmo assim”, relata Maria Virgínia da Silva, mãe de Marivelton Santos da Silva, de 13 anos, do 5º ano.

Mas não só as crianças e adolescentes estão empenhados nos estudos. Thailane Carla da Cruz Santana foi apanhar as atividades do pai, Antonio Carlos dos Santos Santana, que estuda na Educação de Jovens e Adultos.

“Como muitas pessoas, meu pai não teve a oportunidade de estudar. Então, é muito importante que ele continue frequentando a escola, mesmo em casa. Ele sempre fica animado quando as atividades chegam”, conta Thailane.

Para facilitar a distribuição das atividades para as escolas da zona rural, a Secretaria de Educação montou uma central de distribuição de materiais, na antiga Escola Municipal Antônio Elói da Costa, no bairro Baraúnas. Os gestores das unidades de ensino retiram os materiais destinados aos alunos e acompanham o transporte até a escola. Essa etapa da logística é feita nos veículos que fazem o transporte dos professores dos distritos.



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