UE fecha acordo climático com meta de redução de emissões mais duras até 2030

 Ativistas participam de protesto contra as mudanças climáticas na SuíçaAtivistas participam de protesto contra as mudanças climáticas em Lausanne, na Suíça. Foto: Denis Balibouse - 27.set.2019/Reuters


CNN Brasil - União Europeia (UE) fechou um acordo na madrugada desta quarta-feira (21) sobre uma lei histórica contra as mudanças climáticas que criará novas e mais rígidas metas de emissões de gases de efeito estufa no centro de todas as políticas do bloco.

"Estou satisfeito hoje, depois desta longa noite de negociações. É realmente um momento histórico", disse a social-democrata sueca Jytte Guteland, a principal negociadora do Parlamento Europeu.

"O mais importante era garantir que a ciência fosse mais integrada à lei da UE", acrescentou Guteland, saudando o momento do acordo, que chega bem a tempo de uma cúpula de líderes mundiais organizada pelo governo dos EUA na quinta-feira (22) e sexta-feira (23).

A lei climática europeia, que norteará as regulamentações do bloco nas próximas décadas, inclui uma meta de reduzir as emissões líquidas em pelo menos 55% até o final da década em relação aos níveis de 1990 – abaixo da meta de 60% buscada pelo Parlamento Europeu – para orientá-la a atingir zero emissões líquidas até 2050.

Se adotado globalmente, o caminho para zerar as emissões até 2050 limitaria os aumentos da temperatura global a 1,5 grau acima dos níveis pré-industriais e evitaria os piores impactos das mudanças climáticas.

Pascal Canfin, que preside a Comissão do Meio Ambiente do Parlamento Europeu, disse que o acordo significa que o ritmo de redução das emissões de CO2 na próxima década será 2,5 vezes mais rápido do que na anterior.

Ativistas participam de protesto contra as mudanças climáticas na Suíça
Ativistas participam de protesto contra as mudanças climáticas em Lausanne, na Suíça. Foto: Denis Balibouse - 27.set.2019/Reuters

“É uma aceleração dramática do ritmo de redução das emissões de CO2 da UE”, disse o aliado do presidente francês Emmanuel Macron.

Canfin, que chefiou o WWF França, disse que o acordo forçaria o executivo da UE a fazer propostas legislativas que estejam em linha com as metas de redução de emissões estabelecidas no acordo.

O acordo entre o Parlamento Europeu e os 27 governos da UE ainda precisa da aprovação formal dos Parlamentos e dos governos nacionais.

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