Fernando Gomes: Estudo identifica anticorpos para Covid-19 em leite materno

 Pai com bebê no coloNova pesquisa encontrou anticorpos para a Covid-19 em leite materno de mulheres já vacinadas contra a doença. Foto: Wes Hicks / Unsplash


CNN Brasil - Na edição desta quarta-feira (14) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes falou sobre um estudo publicado na revista científica da Associação Americana de Medicina, que identificou dois tipos de anticorpos para a Covid-19 no leite materno de mulheres vacinadas contra a doença.

 

A pesquisa foi realizada com 84 mulheres que receberam as duas doses da vacina da Pfizer, com um intervalo de 21 dias entre as aplicações. 61,8% das entrevistadas apresentaram a presença do anticorpo IgA no leite materno, após a primeira dose. Já depois da segunda aplicação, o percentual foi para 86,1%. O anticorpo IgG também foi encontrado em 97% das amostras após a segunda dose. 

"As mulheres grávidas pela primeira vez são orientadas da importância do leite materno. Além dos nutientes, tem a questão do sistema imunológico, que ainda está em desenvolvimento na criança. Através do leite materno, a criança recebe imunizantes naturais, no caso, o IgA", explicou o médico.

Gomes ainda esclareceu a diferença entre esse anticorpo naturalmente encontrado no leite materno e os produzidos pelo corpo após infecção do coronavírus. "O IgA é um anticorpo que tem a característica de brigar contra microrganismos e está presente principalmente em secreções do corpo, como a saliva e o leite materno, por exemplo."

"No caso da Covid-19, IgM é o primeiro anticorpo formado na vigência da infecção. Já o IgG é o anticorpo formado mais tardiamente, que vai trazer a memória de como combater aquele microrganismo do coronavírus. O IgA, por sua vez, é o anticorpo que existe naturalmente nas secreções do corpo. Segundo o estudo, o bebê está, de alguma forma, recebendo anticorpos maternos capazes de combater o cornavírus".

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