Defesa Civil intensifica fiscalizações em pontos críticos de Feira de Santana

 


A forte chuva que caiu ainda no início da noite de ontem (20) e se estendeu pela madrugada desta quarta-feira (21) em Feira de Santana, provocou diversos pontos de alagamentos na cidade, além de invadir residências em alguns bairros da cidade.

Em entrevista ao Programa Acorda Cidade na manhã de hoje, a coordenadora da Defesa Civil de Feira de Santana, Anna Karoline Rebouças, explicou que o órgão recebeu alguns chamados durante a noite de ontem e afirmou que equipes retornarão aos locais para verificar como está a situação atual.

"Nós registramos alguns chamados da população e estivemos em algumas áreas. A gente sabe que sempre quando chove forte em nossa cidade, alguns bairros como Campo Limpo, Baraúnas, Feira X, Viveiros, sempre tem problemas com a grande quantidade de água. Hoje temos uma previsão de chuva ainda pela manhã e por isso vamos retornar nesses pontos para verificar a situação atual. Ontem no bairro Baraúnas, algumas casas foram invadidas pela chuva e acionamos algumas secretarias que fazem parte do nosso sistema de proteção da Defesa Civil para atuar conosco, como a Secretaria de Desenvolvimento Social e a Soma, que faz o processo de manutenção nas vias e assim, atender o mais rápido possível a população", explicou.

De acordo com Ana Karoline, a Defesa Civil ainda está finalizando o levantamento dos principais pontos afetados na cidade, mas de acordo com a coordenadora, as Avenidas Maria Quitéria e Presidente Dutra, apresentaram grande volume de água concentrada.

"Estamos finalizando esse levantamento, mas alguns dos chamados que recebemos, foram com informações das Avenidas Maria Quitéria e Presidente Dutra, além do canal que fica localizado no Conjunto Feira X e no bairro Baraúnas", disse.

Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

Durante as fiscalizações, a coordenadora informou ao Acorda Cidade que não foi necessário abrigar famílias em outros locais. De acordo com ela, em situações desta forma, a prefeitura monta uma estrutura provisória para abrigar famílias que estão em situações de risco.

"Até o momento, as pessoas com quem entramos em contato informaram que não precisavam sair de casa e que já estavam resolvendo as situações dentro das residências, mas oferecemos abrigos que a prefeitura disponibiliza nestas situações. Caso seja necessário, é montado um abrigo provisório e isso pode ser feito em escolas municipais, em algum ginásio, justamente nesse sentido de auxiliar estas pessoas que por ventura venham ter suas casas em situações de risco", destacou.

Segundo a coordenadora, a Defesa Civil dispõe de um mapa de riscos, como forma de orientar a população com antecedência quando há previsão de chuvas fortes. No caso de ontem, Ana Karoline explicou que a expectativa de chuva, era em uma quantidade menor e por isso, não foi emitido nenhum tipo de alerta.

"Sempre quando chove e acontece esses problemas de alagamento, montamos um mapa de risco e isso ajuda muito no município, porque emitimos um alerta através do nosso canal da prefeitura. Ontem a gente tinha uma previsão de quantidade bem menor do que caiu, então não tivemos como avisar com antecedência, mas hoje a previsão de chuva ainda nessa manhã é de 30 a 40 mm. Essa previsão de chuva continua até amanhã e a partir de sexta, ela começa a cessar", afirmou.

A Defesa Civil de Feira de Santana em parceria com a Superintendência de Operações e Manutenção (Soma), está realizando um relatório dos principais pontos críticos, para que dentro do processo de macrodrenagem que está sendo feito no município, estas situações de alagamentos, possam evitadas.

"Existe um relatório que já foi anexado no novo sistema que o município está implantando através das obras de macrodrenagem. Estamos fazendo esse trabalho junto com a equipe da Soma e esse mapa foi criado através das ocorrências que a gente já tem em mãos, então desde o ano passado com esse projeto novo de macrodrenagem, que estamos realizando este trabalho para que melhorias sejam feitas aqui em nossa cidade", concluiu.

Para entrar em contato com a Defesa Civil, a população pode ligar diretamente para o 156, como forma de registrar alguma ocorrência com relação a pontos de alagamento.

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