Acesso à tecnologia possibilita convivência entre idosos

 

Implicações da pandemia não impediram a diversão deles

A sala de casa e áreas livres viraram palco para a dança e outras atividades online desenvolvidas pelo Centro de Convivência para Idosos Dona Zazinha. Apenas com o celular nas mãos, dona Elísia Valle tem acesso às atividades físicas, participa de grupos de convívio e consultas de saúde – já que os serviços presenciais estão suspensos.

“Não tem doença, não tem depressão, não tem tristeza, não tem briga, só alegria entre todos. Eles nos dão uma excelente assistência, sou muito grata e feliz por conseguir continuar participando de tudo”, diz a aposentada.

Cerca de 500 idosos e idosas participam assiduamente das atividades, gerenciadas por meio de um grupo de aplicativo de mensagens. Aqueles que não possuem acesso à tecnologia, não deixam de ser assistidos.

“Isso não impede o nosso acompanhamento, fazemos chamadas por telefone para saber se estão bem, agendamos consultas, damos orientações sobre a vacinação e entre outros serviços”, afirma a coordenadora do órgão, Tilda Brasileiro.

Maria Luiza Bispo mora sozinha e com a companhia dos professores não tem se sentido só. Vem praticando atividade física regularmente, e diz que no início foi bem difícil.

"Logo no início da pandemia foi muito difícil se adaptar, senti muita falta da convivência, se não fosse esse suporte acho que entraríamos em depressão", analisa a idosa.

Entre as atividades desenvolvidas estão: aulas de atividades físicas, oficina de memória, grupos de convivência e fortalecimento de vínculo familiar e comunitário, oficina de dança, yoga, artesanato, grupo com orientação de saúde, informática, sempre sob a supervisão da equipe técnica composta por assistente social, pedagogo, orientador social, coreógrafo, enfermeiro, médico, nutricionista, educador físico, artesã, músico e advogada.



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