Uso especial do colostro alimenta prematuros e reduz riscos à saúde

 

Terapia aplicada pelo HIPS desperta interesse internacional

O Hospital Inácia Pinto dos Santos (HIPS), Hospital da Mulher, recebeu convite para apresentar o protocolo de terapia alimentar para bebês prematuros em eventos científicos nas cidades de Tókio (Japão), Berlim (Alemanha) e Lisboa (Portugal) neste mês, em junho e julho, respectivamente.


O método, praticado na unidade hospitalar desde 2018, foi publicado na revista BMC Pediatrics, referência sobre pesquisa em assistência à saúde de recém-nascidos, crianças e adolescentes. O tratamento denominado Imunoterapia Orofaríngea de Colostro (IOC), praticado em Feira de Santana, é pioneiro no Estado e posiciona o HIPS como o segundo no Nordeste a aplicar o método.

Uma das integrantes da equipe de pesquisa e coordenadora do Banco de Leite Humano (BLH), Doutora Camila Martins, explica que os estudos demonstram efeitos positivos desta terapia, como “a redução do risco de pneumonia associada à ventilação mecânica, septicemia [estado infeccioso], redução do tempo de uso de antibiótico e de internação”.

Desde a implantação, o Hospital da Mulher já atendeu cerca de 100 recém-nascidos prematuros de muito baixo peso (abaixo de 1.500 gramas) admitidos no bloco neonatal. O uso do colostro, nestes casos, consiste no gotejamento de 4 gotas na mucosa oral em intervalos de três horas, ininterruptamente até o sétimo dia de vida completo. Para recém-nascidos de muito baixo peso representa verdadeiro suplemento imunológico.

A gestora da Fundação Hospitalar de Feira de Santana (FHFS), Gilberte Lucas, pontua que “o IOC  é uma prática clínica segura, viável e de baixo custo”.


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