GO: Casal gay é obrigado a devolver bebê adotada após 12 dias

 


O casal Juliano Peixoto e Johnatan Pereira está em uma briga judicial pela guarda de uma criança em Pirenópolis (GO). Após seis anos na fila de adoção, eles receberam da Vara da Infância e da Juventude a guarda provisória de uma bebê. No entanto, estão sendo obrigados pelo Tribunal de Justiça de Goiás a devolver a filha recém-adotada.

Juntos há 12 anos, o casal decidiu aumentar a família e se inscreveram no SNA (Sistema Nacional de Adoção). “Passamos por um período de habilitação, onde fomos avaliados em diversos quesitos, como condição psicossocial e financeira. Isso tudo é um olhar anterior para confirmar que nós tínhamos condição de entrar como um casal adotante”, explicou Juliano ao UOL.

Em setembro de 2020, o casal foi avisado sobre a disponibilidade de uma criança para adoção que se encaixava no perfil desejado. “Nossa única exigência é que fosse entre 0 e 2 anos. E nós fomos contemplados com esse presente que é Aurora. Fomos até a vara e assinamos todos os papéis”, continuou.

Os problemas começaram após a família acolhedora, que é onde a bebê estava provisoriamente, se recusou a entregá-la. “Foi preciso ser expedido um mandado de busca e apreensão e a criança só chegou para nós 48 horas depois”, explicou Juliano.

No entanto, a família acolhedora entrou com um recurso pedindo a nulidade da adoção e cerca de 12 dias depois o TJ-GO revogou a adoção e obrigou o casal a devolver a bebê. “Desde então, estamos sem nossa filha e esperando o julgamento do nosso recurso. Todo mundo que viu nossa situação considera essa decisão do TJ um absurdo”, concluiu Juliano Pereira em entrevista ao Uol.


Fonte: Istoé

Postar um comentário

0 Comentários