Com pandemia no auge, apoio a Bolsonaro cai, mostram pesquisas

 Bolsonaro ampliou para 120 dias o prazo máximo da suspensão de contratosDecreto editado pelo presidente Jair Bolsonaro ampliou para 120 dias o prazo máximo da suspensão de contratos e redução de salário e jornada. Foto: Adriano Machado -23.jun.2020/ Reuters


CNN Brasil - Duas pesquisas divulgadas nesta semana apontam um aumento da rejeição popular ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Elaboradas respectivamente pela XP/Ipespe e pela EXAME/IDEIA, os levantamentos mostram uma oscilação negativa na aprovação da gestão do chefe do Executivo. Foram questionados também itens como vacinação e condução da pandemia.

Aprovação e rejeição

De acordo com o levantamento realizado pela XP/Ipespe, a porcentagem de pessoas que consideram a administração Bolsonaro ruim ou péssima é de 45%. A pesquisa produzida pela EXAME/IDEIA indica uma rejeição de 46%.

Já a porcentagem que aprova a gestão do presidente ficou em 30%, de acordo com a XP/Ipespe. Segundo o levantamento realizado pela EXAME/IDEIA, a parcela da população que avalia o governo como ótimo ou bom é de 28%.

XP/IPESPE

Desaprovação: Passou de 42% em fevereiro para 45% em março.

Aprovação: Era de 31% em fevereiro, agora, em março, está em 30%. 

Regular: Manteve os 24%.

Não sabe ou não respondeu: Caiu de 3% para 1%.

EXAME/IDEIA

Desaprovação: Passou de 43% em fevereiro para 46% em março.

Aprovação: Era de 31% em fevereiro, agora, em março, está em 28%. 

Regular: Manteve os 24%

Não sabe ou não respondeu: Manteve os 2%

Enfrentamento à pandemia

Sobre a atuação do chefe do Executivo em relação à pandemia de Covid-19, 61% dos brasileiros consideram ruim ou péssima, de acordo com a pesquisa XP/Ipespe. A porcentagem dos que aprovam a forma como Bolsonaro enfrenta a pandemia é de 18%.

Ruim ou péssima: Passou de 53% em fevereiro para 61% em março.

Boa ou ótima: Caiu de 22% em fevereiro para 18% em março.

Regular: Caiu de 22% em fevereiro para 18% março.

Não sabe ou não respondeu: Subiu de 2% em fevereiro para 3% em março.

Vacinação

Em relação à culpa pela lentidão da vacinação no país, 52% dos entrevistados apontam para o presidente, 19% para o governador do seu respectivo estado e 4% para o prefeito, segundo o levantamento da EXAME/IDEIA. 26% não souberam responder. 

Sobre as pesquisas:

XP/Ipespe: Foram realizadas 800 entrevistas de abrangência nacional, nos dias 9, 10 e 11 de março. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

EXAME/IDEIA: Foram realizadas 1.200 entrevistas de abrangência nacional, nos últimos 15 dias. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

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