Colbert apoia medidas contra Covid-19: ‘não dá para não fazer nada’

 


Em coletiva de imprensa por videoconfêrencia nesta segunda-feira (1), o prefeito de Feira de Santana Colbert Martins Filho explicou os motivos para a prorrogação por mais 48 horas das medidas mais rígidas adotadas pelo governo do estado para reduzir a taxa de transmissão da Covid-19.


Até às 5h da manhã do dia 3 de março de 2021, será permitido somente o funcionamento dos serviços essenciais, em especial as atividades relacionadas a saúde e comercialização de gêneros alimentícios, o transporte e o serviço de entrega de medicamentos e demais insumos necessários para manutenção das atividades de saúde.


"Entendo que elas são as ações necessárias, indispensáveis. O que não dá nesse momento é não fazer nada. Entendemos que esta ação é uma ação necessária de ser feita, importante", comentou o gestor. De acordo com o últoimo boletim epidemiológico, Feira de Santana já registrou 29 mil casos da Covid-19 (entre testes PCR e rápidos), com 24.4 mil recuperados, 739 casos ativos e 99 pacientes hospitalizados. O Hopsital de Campanha está com ocupação de 94% na UTI adulta e o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), com 100%.

 

Colbert também falou sobre o modelo adotado para o controle da doença e o fato de o brasileiro já conviver com a pandemia há um ano. "Em vários países essa situação de segunda onda ocorreu e esse acontecimento tem sido interpretado de várias maneiras, uma delas é a característica que temos de aglomerar e pelos hábitos que temos de proximidade, durante um primeiro momento as pessoas se mantiveram com muito mais cuidado, depois, por várias razões, as pessoas voltaram a ter menos receio e o que estamos vendo hoje é um mecanismo rebote de algo que era previsível que pudesse acontecer", disse Martins.


Entre as eleições de 2020, festas de fim ano, a temporada de verão em janeiro e mesmo sem festas de rua, o período que seria de Carnaval, o prefeito citou estas ocasiões como picos de aglomeração que resultam sucessivamente em uma sobrecarga no sistema de saúde.


"Estamos na época de outro grande pico de algomeração. Apesar de não ter tido Carnaval, teve aglomeração aonde pode ter aglomeração, naquele período. Está na hora de entendermos que nós somos resposáveis para poder evitar problemas ainda maiores e isso exige um nível de sacrifício", comentou.


Variantes do vírus e vacinas


O prefeito disse que não há informações sobre novos casos de novas variantes do vírus da Covid-19 em Feira de Snatana, apesar da Secretaria de Saúde do Estado ter confiormado a circulação no esatado das variantes do Amazonas e do Peru, para Colbert o que existe é um novo pico da doença. O gestor disse que a arma será a vacina.


"Essa situação só vai se resolver quando a gente tiver grande quantidade de vacina e o investivento que for necessário o governo municipal fazer, ou através de consórcio, mas vamos comprar vacina. Junto com a vacina tem que ter a máscara, a mudança de comportamento, vimos há dias atrás o que aconteceu na Rua São Domingo", disse o Colbert.


Ainda sobre a vacina, o prefeito comentou sobre um caso de pessoa vacinada que foi diagnosticada com Covid-19 em Feira de Santana. "Tivemos pelo menos um caso de pessoa vacinada que desenvolveu a Covid-19, mas provavelmente quando vacinou já estava em processo de infecção viral. Nós estamos, sim, acompanhando os casos onde existem reações adversas a vacina", lembrou.

Fonte: Jornalfolhadoestado

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