Moradores realizam manifestação contra a violência e pendem mais segurança para o bairro Lagoa do Subaé

 


Após o assassinato de duas pessoas em menos de 24 horas, moradores do bairro Lagoa do Subaé em Feira de Santana, realizaram uma manifestação na manhã desta sexta-feira (26) solicitando mais segurança para o local. Na última terça (23), o jovem José Cordeiro de Lima Neto, 18 anos, foi assassinado com cerca de cinco tiros e na tarde da última quarta (24), o pequeno Luís Santos de Jesus, 9 anos, foi baleado na região frontal da cabeça e morreu.

Em entrevista ao Acorda Cidade, a moradora Cleide Freitas, afirmou que o bairro é esquecido pela segurança pública e, para protestar contra a violência, os moradores interditaram a Avenida Periférica.

Foto: Paulo José/Acorda Cidade

"Nossa manifestação tem o objetivo de pedir segurança para o bairro Lagoa do Subaé. Somos um bairro esquecido pelos órgãos públicos, pela prefeitura, por todo mundo e aqui só existe na época de eleição quando vem vereador fazendo promessas. Hoje em dia ninguém trabalha mais à noite, eu mesmo que trabalho com delivery, fico impedida porque saímos e não sabemos se voltamos", explicou.

Ainda segundo a moradora, rondas policiais são feitas até determinado local, mas logo a incerteza de segurança no local volta a fazer parte da rotina de quem mora no bairro.

"Uma criança foi morta aqui de forma inocente, brincando na porta de casa, outro jovem vindo do trabalho também foi morto, então não queremos continuar sendo esquecidos. Fechamos aqui a via do bairro para chamar essa atenção, pedindo segurança e por mais que venha uma viatura hoje aqui, amanhã não vem. Inclusive quando tem ronda, a viatura só vai até a Igreja do Evangelho Quadrangular e de lá para cá, não sobe mais no loteamento, da praça já retorna", disse ao Acorda Cidade.


Foto: Paulo José/Acorda Cidade

A via permaneceu interditada até meio-dia segundo os manifestantes. Para Cleide Freitas, mesmo que seja negociado a desobstrução da Avenida hoje, não traz a certeza da segurança nos próximos dias.

"Nós vivemos assustados nesse bairro, ontem mesmo eu tinha uma entrega para fazer e não tinha nem cachorro na rua de medo. Fizemos essa manifestação porque temos que atrair os olhos dos órgãos públicos para o nosso bairro. Estamos tentando negociar com a PM, mas desobstruir não traz segurança e queremos essa garantia para o nosso povo. Queremos a segurança na prática, pois palavras o vento leva. Queremos algo comprovado, algo que proteja", concluiu.

Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Fonte: Acorda Cidade

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