Gasolina e gás respondem por mais da metade da inflação de janeiro, de 0,25%

 Homem olha para gráfico de investimentoInflação. Foto: Frank Busch/Unsplash

 

Puxado mais uma vez pelo grupo de alimentação e bebida, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que calcula a inflação oficial do Brasil, encerrou janeiro em 0,25%. Trata-se do maior índice desde 2019. Em 12 meses, o acumulado foi de 4,56%. Os números foram divulgados nesta terça-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A expectativa de analistas consultados pela Reuters era de que o índice ficaria em 0,31%. 

Em janeiro do ano passado, o IPCA ficou em 0,21%, enquanto em 2019 o índice foi de 0,32%. Já o acumulado em 12 meses ficou em 4,19% e 3,78%, respectivamente.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em janeiro. A maior variação (1,02%) veio do grupo Alimentação e bebidas — apesar de ter desacelerado em relação a dezembro, quando avançou 1,74% —, seguido por Transportes (0,41%) e dos Artigos de residência (0,86%).O

Os itens de alimentação para consumo no domicílio, que tinham subido 2,12% em dezembro, variaram 1,06% em janeiro, resultado influenciado especialmente pela alta menos intensa das frutas (2,67%) e pela queda no preço das carnes (-0,08%). As variações desses dois itens em dezembro tinham sido de 6,73% e 3,58%, respectivamente.

Por outro lado, os preços da cebola (17,58%) e do tomate (4,89%), que haviam recuado no mês anterior, subiram em janeiro. Além da carne, o leite longa vida (-1,35%) e o óleo de soja (-1,08%), que acumulou alta de 103,79% em 2020, contribuíram para arrefecimento do segmento. 

Já o grupo Habitação caiu em relação ao mês anterior (-1,07%). Os demais grupos ficaram entre o recuo de 0,07% em Vestuário e a alta de 0,39% em Despesas pessoais.

No que diz respeito aos índices regionais, apenas duas das 16 áreas pesquisadas apresentaram variação negativa. O menor resultado ficou com o município de Goiânia (-0,17%), influenciado pela queda de 7,53% na energia elétrica. Já o maior índice foi registrado no município de Campo Grande (0,53%), onde pesaram o aumento da gasolina (2,42%) e da taxa de água e esgoto (4,90%).

 

Projeção para o ano

A projeção dos analistas do mercado financeiro para o IPCA de 2021 subiu para 3,60%, ante 3,53% e 3,34% há uma semana e há um mês, respectivamente. Essa é a quinta alta consecutiva na estimativa. Os números são do Boletim Focus do Banco Central, divulgado na segunda-feira (8). O documento reúne a estimativa de mais de 100 instituições do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos.  

A expectativa para a inflação está um pouco abaixo do centro da meta de 3,75% para este ano. A meta é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e tem uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixa. Ou seja, o IPCA pode ficar entre 2,25% e 5,25%. Para perseguir a meta, o BC eleva ou reduz a taxa básica de juros, a Selic, atualmente na mínima histórica, a 2% ao ano.

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de janeiro teve alta de 0,27%, enquanto, em dezembro, havia registrado 1,46%. Em 12 meses, o índice acumula alta de 5,53%, acima dos 5,45% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2020, a taxa foi de 0,19%.

Os produtos alimentícios subiram 1,01% em janeiro enquanto, no mês anterior, haviam registrado 1,86%. Já os não alimentícios apresentaram alta de 0,03%, após registrarem 1,33% em dezembro.


Fonte: CNN Brasil

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