Feira de Santana é a 76ª melhor cidade para se viver; destaque para a saúde e saneamento

 


A educação, segurança, saneamento e saúde de Feira de Santana e outras 99 cidades brasileiras, foram analisadas e associadas ao ranking do Índice dos Desafios da Gestão Municipal (IDGM), que aponta as 100 maiores e melhores cidades no Brasil para se viver. O estudo é realizado pela Macroplan, consultoria em cenários prospectivos e administração estratégica.


De acordo com o estudo, Feira é a 76ª (septuagésima sexta) melhor do país e está à frente de oito capitais. São elas: São Luís (MA), Aracaju (SE), Rio Branco (AC), Manaus (AM), Maceió (Alagoas), Porto Velho (RO), Belém (PA) e Macapá (AP).

Em primeiro lugar no país está a cidade de Maringá (PR), seguidas pelas cidades paulistas de Jundiaí e São José do Rio Preto, que assumem o segundo e terceiro lugar.

Na Bahia, Feira de Santana está atrás de Vitória da Conquista e Salvador e na frente de Camaçari. Apenas estas quatro cidades baianas aparecem no ranking.

O estudo aponta que Feira se manteve na posição na década, mas perdeu nove posições na comparação com o último ano.

Entre as quatro áreas analisadas, Feira teve sua melhor posição em Saúde: 54ª posição.

Saúde

De acordo com o estudo, baseado em dados do Ministério da Saúde, “a taxa de cobertura da população por equipes de atenção básica em Feira de Santana alcançou 71,6% em 2018, taxa maior que a média dos 100 maiores municípios do Brasil. O município apresentou a 34ª melhor cobertura neste ano. Em 2008, Feira de Santana apresentava uma taxa de cobertura de 68,8%, 2,8 p.p. inferior à alcançada em 2018. Feira de Santana ocupava a 29ª posição no ranking de municípios no primeiro ano analisado. Estima-se que sua população tenha variado de 571.997 pessoas em 2008 para 627.477 em 2018. Já a população coberta pela atenção básica variou de 393.390 para 449.250 no mesmo período.”

Além da cobertura das equipes de atenção básica, o índice avalia a Taxa de Mortalidade Infantil, Proporção de nascidos vivos com sete ou mais consultas pré-natal e Taxa de Mortalidade Prematura por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT).

Outras áreas

 A posição nas outras áreas foi: 57ª em Saneamento e Sustentabilidade, 86ª em Segurança e 94ª em Educação.

Saneamento

De acordo com o estudo, com base em dados do Ministério das Cidades, "estima-se que 81,3% da população de Feira de Santana tenha sido atendida por serviço de coleta de resíduos domiciliares em 2019, percentual menor que a média dos 100 maiores municípios do Brasil analisados nesse ano. Esse resultado colocou a cidade na 100ª melhor cobertura entre as analisadas. O município ocupava a 11ª posição em 2010, com uma taxa de cobertura igual a 98,6%". Devido à falta de informação em 2009, o ano de 2010 foi utilizado como ano inicial para o município no indicador. Não foram divulgados dados absolutos referentes ao indicador no ano inicial da série.

"Feira de Santana alcançou 97,4% da população atendida por serviço de abastecimento de água em 2019. Esse percentual foi maior que a média dos 100 maiores municípios do país. O município apresentou o 58º melhor atendimento entre as cidades analisadas neste último ano. A população atendida com abastecimento de água era igual a 455.755, em 2009, e foi para 598.872 residentes, em 2019. Estima-se que o número de residentes não atendidos por abastecimento de água tenha chegado a 16.000 neste ano", diz a pesquisa.

Educação

Com base em dados do Censo Escolar do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o estudo concluiu que:

-Feira de Santana alcançou 4,8 pontos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Ensino Fundamental I na rede pública em 2019, nota menor que a média dos 100 maiores municípios do país analisados. Está na 95ª melhor posição entre eles nesse último ano. Em 2009, ocupava a 97ª melhor posição com uma nota menor que a média dos 100 municípios.

-Já no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do Ensino Fundamental II na rede pública em 2019 Feira alcançou 3,6 pontos, nota menor que a média dos 100 maiores municípios do país analisados. Está na 97ª melhor posição entre eles nesse último ano. Em 2009, ocupava a 91ª melhor posição com uma nota menor que a média dos 100 municípios.

-A estimativa de atendimento das crianças de 0 a 3 anos em creches em Feira de Santana em 2019 foi de 17,8%, menor que a média dos 100 maiores municípios do país. O município tinha a 79ª melhor posição no indicador nesse conjunto de municípios em 2019. Enquanto a estimativa de atendimento das crianças de 4 a 5 anos em pré escolas em Feira de Santana em 2019 foi de 83,0%, menor que a média dos 100 maiores municípios do país. O município tinha a 89ª melhor posição no indicador nesse conjunto de municípios em 2019.

Segurança

Na área de segurança, o ranking considerou o número de homicídios e de mortes no trânsito. Os dados a seguir foram obtidos para o estudo com base em informações do DataSUS.

-A taxa de homicídios em Feira de Santana variou de 42,6 para 42,9 por 100 mil habitantes entre 2009 e 2019. Nesse último ano, a cidade apresentou uma taxa maior que a média dos 100 maiores municípios do Brasil, ocupando a 88ª melhor posição no ranking. As maiores vítimas de homicídios no município são homens, 92,0% em 2019, negros ou pardos, 97,7%, e jovens, 65,5%. Ademais, estima-se que 91,7% dos homicídios no município nesse mesmo ano tenha envolvido o uso de arma de fogo.

-A taxa de óbitos no trânsito alcançou 10,2 por 100 mil habitantes em Feira de Santana em 2019. Nesse ano, o município apresentou uma taxa maior que a média dos 100 maiores municípios do Brasil. Essa taxa situou Feira de Santana na 37ª melhor posição entre os 100 maiores municípios em 2019. A taxa de óbitos variou -19,7% entre 2009 e 2019. É uma variação pior que a variação média dos 100 municípios analisados (-38,4%). Foram registrados 21 óbitos no trânsito na cidade em 2019, número menor que os registrados em 2009. A maior parte dos óbitos no trânsito no município envolveu ocupantes de automóveis: 14 óbitos, o que representa 66,7% do total de vítimas no trânsito em 2019.


Na última década, a cidade melhorou sua posição no ranking em 2 áreas, e perdeu posições em 2 áreas: Educação (-11 posições); Saúde (+14 posições); Segurança (-20 posições); e Saneamento e Sustentabilidade (+7 posições).

Confira o estudo completo aqui

 

Fonte: IDGM2021

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