Após receber insumos, Fiocruz inicia processo de formulação de vacinas

 Vacinas Oxford/AstraZeneca, desenvolvidas em parceria com a FiocruzVacinas Oxford/AstraZeneca, desenvolvidas em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz. Foto: Cassiano Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo


A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) começa nesta sexta-feira (12) a etapa de formulação das doses da vacina contra a Covid-19, no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos).

O chamado processo de envase é considerado o coração da linha de produção. É a operação de embalagem da vacina. Onde as doses formuladas são colocadas em pequenos frascos de vidro. Este primeiro lote será de pré-validação.

Posteriormente, ele vai passar por controle de qualidade e por isso, nesse primeiro momento, não receberá o rótulo.

A linha de produção de Bio-Manguinhos tem capacidade, hoje, para envasar por dia 700 mil doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca.

A expectativa é de que no final de março, uma segunda linha entre em operação, permitindo o envase de até 1,3 milhão de doses por dia. Com isso, a Fiocruz vai praticamente dobrar as entregas em abril, quando passará de 15 milhões de doses para, aproximadamente, 27 milhões de doses.

Os 88 litros do Insumo Farmacêutico Ativo, o IFA, necessários à produção da vacina, passaram por um processo de descongelamento na quinta-feira (11). O IFA chegou ao Brasil na semana passada a uma temperatura de menos 55 graus celsius.

Em abril, a planta industrial de Bio-Manguinhos/Fiocruz estará pronta para iniciar a incorporação tecnológica para a produção nacional do IFA.

A previsão é de que a validação dos processos do IFA nacional esteja concluída em julho, para que então seja solicitada a inclusão do novo local de fabricação do insumo no registro da vacina. Com isto, a partir de agosto, a Fiocruz já começará a entregar vacinas 100% produzidas em Bio-Manguinhos/Fiocruz.


Fonte: CNN Brasil

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