Acusado de matar comerciante de Feira em São Gonçalo dos Campos é preso após mais de três anos

 


Após três anos de três meses de foragido, o acusado de matar durante um assalto um comerciante no Povoado de Magalhães em São Gonçalo dos Campos, foi localizado e preso, por policiais civis de Feira de Santana, lotados na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) e na Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE/Draco).

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De acordo com a polícia, ele usava nome falso para não ser identificado nas várias cidades por onde passou e tinha prisão preventiva decretada pela comarca São Gonçalo dos Campos por latrocínio e também pela Comarca de São Paulo, por ter agredido uma jovem que lhe devia dinheiro.

Foto: Reprodução/Câmeras de segurança

O comerciante Raimundo Reis Borges, que morava no Parque Panorama em Feira de Santana, foi morto no dia 4 de agosto de 2017 durante um assalto no qual teve seu veículo roubado, um Onix, de cor dourada (Relembre aqui). Câmeras de segurança flagraram o momento do crime. 

O acusado alegou que revendeu o veículo roubado por R$2 mil e que após passar vários anos foragido decidiu voltar para a Bahia. Ele foi preso, nesta segunda-feira (15), na Fazendo Lage no município de Santa Bárbara.

“Depois do crime fui para São Paulo, onde passei quase quatro anos, tive minha esposa, meu filho, trabalhava em uma empresa que recondicionava amortecedor de carro e revendia cigarro eletrônico, narguilé. Uma dia uma jovem quis comprar na minha mão e eu vendi para ela por R$800, só que ela não quis pagar, quis envolver parente dela envolvido com o crime também pra me matar, e eu dei uma cacetada na cabeça dela. Depois disso eu fugi para Alagoas. Fiquei em Alagoas fazendo bico, o dinheiro que eu ganhava pagava a pousada, mas não deu certo e voltei pra Bahia. Eu vim já com esse pensamento de resolver minha vida. [No dia do crime] em São Gonçalo dos Campos eu desci para roubar o carro, vi que as mãos dele estavam pra frente, eu pedi para ele levantar as mãos, ele não levantou. Eu achei que ele iria sacar uma pistola, aí eu atirei. Eu revendi o carro dele por dois mil reais. Depois disso fiquei foragido usando documento falso em todos os estados que eu estava passando. Eu mesmo falsificava”, relatou.

Alegando arrependimento, o acusado disse que se pudesse voltar atrás não faria o que fez.

“Foi o primeiro crime que cometi aqui na Bahia foi esse. Em São Paulo foi a cacetada que eu dei na menina por envolver o pessoal dela, ela não quis pagar o cigarro eletrônico. Eu vim de um baile funk estava há dois dias sem dormir e dei uma cacetada nela. Eu nasci e me criei aqui em Feira de Santana. Quando a polícia chegou a minha casa, em Santa Bárbara, eu pensei em me matar, eu já não aguantava mais essa vida. Minha família me deu boa educação, sou formado, tenho várias profissões. Se fosse para eu voltar do zero eu jamais faria, eu venderia água no sinal, o crime não compensa”, declarou.

Fonte: Acorda Cidade

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