Trump se despede da Casa Branca, deseja sorte a Biden e condena violência

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em vídeo de despedida da Casa Branca - 19 jan. 2021. Foto: Reprodução/YouTube White House


CNN Brasil - Em seu último dia como presidente dos Estados Unidos, Donald Trump publicou na conta oficial da Casa Branca no YouTube seu vídeo de despedida do cargo. Na mensagem, Trump condena a invasão ao Capitólio e deseja boa sorte ao sucessor Joe Biden, sem citá-lo nominalmente.

"Nesta semana, começa uma nova administração. Eu rezo pelo seu sucesso e para que faça a América segura. Envio os melhores desejos e torço para que tenham sorte, uma palavra muito importante", diz o presidente na mensagem.

A invasão à sede do Congresso foi tema já nos primeiros minutos do vídeo. "Todos os americanos estão horrorizados com a invasão ao Capitólio", afirmou. "Violência política é um ataque em tudo que nós valorizamos como americanos e não deve ser tolerada", completou.

"Apesar de temos nossas divergências, somos uma nação de fé decente e cidadãos amantes da paz."

Trump falou que, em seus quatro anos, construiu "o maior movimento político da história" e seu governo resultou na "maior economia da história". Em mais um aceno de que pode se afetar do Partido Republicano e construir um movimento à parte, disse que seu governo "nunca foi sobre direita ou esquerda, sobre ser republicano ou democrata".

A mensagem reúne alguns dos principais temas da retória política de Trump, o 'America First' (Estados Unidos primeiro, na tradução literal). Trump disse ter endurecido a política externa, principalmente no comércio, enfraquecido a imigração ilegal e fortalecido a indústria do país. 

"Nós reconstruímos a nossa indústria, abrimos milhares de novas fábricas e trouxemos de volta uma bonita frase: 'Feito nos Estados Unidos'", disse o presidente. Trata-se de uma das várias menções à China, alvo principal da retórica diplomática de Trump e para onde o país teria "perdido" empregos.

Donald Trump culpou a Covid-19, que ele chama de "vírus chinês", pelas dificuldades econômicas enfrentadas na reta final do seu governo.

"Fizemos um grande novo acordo com a China, mas antes mesmo que a tinta secasse, nós e todo o mundo fomos atingidos pelo vírus chinês. Nossa relação comercial mudava rapidamente, com bilhões e bilhões de dólares entrando nos Estados Unidos, mas o vírus nos forçou a ir em outra direção", afirmou.

O presidente enalteceu a sua atuação em relação à imigração ilegal. Sem mencionar eventos como as famílias separadas pela pandemia, Trump exaltou a construção de quilômetros de um muro na fronteira sul com o México.

"Nós orgulhosamente deixamos à próxima administração as mais fortes e robustas medidas de segurança de fronteiras já feitas. Isso inclui acordos históricos com México, Guatemala, Honduras e El Salvador, junto com 450 milhas de um poderoso novo muro", seguiu.

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