"Se alguém acha que tem algo errado, procure o Ministério Público", diz Zé Carneiro sobre polêmica na Câmara

 

Segundo José Carneiro, não há nada de errado na contratação da empresa Esfera, feita através de licitação



O Protagonista - “Se alguém entender que tem algo errado, vou dar uma sugestão: procure o Ministério Público, procure a Justiça, e denuncie”. A declaração é do ex-presidente da Câmara Municipal de Feira, vereador José Carneiro Rocha (MDB), ao jornalista Luiz Santos, do site Conectado News.

Carneiro responde a questionamento levantado após o atual presidente da Câmara, vereador Fernando Torres (PSD), afirmar em coletiva que uma cooperativa prestadora de serviço à Câmara, recebia R$ 3 mil de repasse por cada um dos 70 funcionários contratados para prestar serviço à Casada Cidadania, e, entretanto, os servidores só recebiam cerca de R$ 880.

A empresa é a Esfera Serviços gerais – que até agora ninguém identificou os donos. “Eu não achei justo essa forma que essa empresa age, mas vamos analisar para onde vai o resto do dinheiro, se está correto ou não. Se não provar os gastos, nós vamos rescindir o contrato desta empresa”, afirmou Fernando. 

Na entrevista ao Conectado News, José Carneiro esclareceu que não se trata de uma cooperativa, mas, sim, de uma empresa privada. Ainda de acordo com ele, a empresa realmente recebia R$ 3 mil por funcionário, porém esse valor seria para pagar o salário de funcionários que recebem entre R$ 1.600 e R$ 1.800. Para quem ganhava um salário mínimo, o valor repassado pela Câmara era de R$ 2 mil. “Os valores totais pagos para a empresa foram definidos de acordo com licitação feita anteriormente”, salienta Carneiro.

Sobre a diferença entre os R$ 3 mil repassados e o valor inferir recebido pelos funcionários da Esfera, José Carneiro diz o seguinte: “por se tratar de empresa privada, ela paga salário, férias, décimo-terceiro, vale-transporte, depósito de FGTS, vale-refeição, plano de saúde e plano odontológico, além da parte do lucro da empresa”. 

“Criou-se um factoide, se apegando ao maior valor pago pela Câmara à empresa, não sei se de forma maldosa. Espero que não, mas não sei com qual objetivo fazem isso. Só quero dizer que eu durmo em paz e acordo tranquilo, graças a Deus. Se alguém entender que tem algo errado, eu vou dar uma sugestão: procure o Ministério Público, procure a Justiça, e denuncie”, recomendou José Carneiro.

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