Morre Caculé, o mais conhecido ambulante de Feira de Santana

 

Imagem: googleimagem (Acorda Cidade)

Nem ele mesmo sabia quantos quilômetros andava por dia, vendendo o que algumas pessoas chamavam de “bugingangas”, mas que exibia orgulhosamente como “produtos” de utilidade doméstica, pendurados nos braços, nas mãos e até no pescoço. Caculé, o vendedor de utilidades mais conhecido da cidade carregava de colher de pau, baldes, bacias e coadores de plástico pentes. E se o cliente procurasse algo e não encontrasse, era só encomendar.

Ele fazia parte da história de Feira de Santana e entrou para a estatística das vítimas de Covid-19 nesta terça-feira (12). Não resistiu à doença que lhe tirou ar e a possibilidade de continuar nas ruas da cidade, onde ficou conhecido também pelas incontáveis – e nem sempre verdadeiras – histórias que contava e as previsões do futuro, que muita gente acreditava. Paraibano de nascimento, habitava as terras feirenses (no bairro Queimadinha) há muito tempo.

Ninguém sabe porque José Pergentino da Silva ficou conhecido como Caculé, denominação de um município baiano localizado no centro sul do estado, na microrregião de Guanambi. Mas ele gostava tanto do apelido que seu nome de batismo só foi revelado em uma matéria da jornalista Rachel Pinto, publicada no site Acorda Cidade. E não foi à toa que a sua morte virou notícia neste e em tantos outros órgãos de comunicação da cidade.

“Ele sempre fez parte da história da cidade, especialmente do centro comercial”, atesta o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Feira de Santana (ACEFS), Marcelo Alexandrino. Ele destaca que Caculé era a essência do ambulante, pois não tinha ponto fixo e sim perambulava, “fazendo seu comércio sem agredir, atrapalhar ou prejudicar ninguém”. A morte de Caculé foi lamentada também pelos dirigentes da CDL e do SICOMFS.


Redação e Edição: Madalena de Jesus 

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