Estudantes da rede pública não tiveram acompanhamento integralizado para fazer o Enem, diz professor

 


Já foi dada a largada para a contagem regressiva das provas impressas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, que serão realizadas nos dias 17 e 24 de janeiro. Em entrevista ao Acorda Cidade, Newton Mota, professor de história que leciona em duas escolas da rede privada em Feira de Santana, destacou sob seu ponto de vista, diante do acompanhamento dado aos estuantes de escolas particulares,  que os estudantes da rede pública estão em desvantagem por não terem a mesma atenção no ano de 2020 devido à pandemia.


"O Secretário Jerônimo Rodrigues foi extremamente sensato quando solicitou pela segunda vez o adiamento das provas, mas o Inep nega dizendo que ela está preparada para aplicar a prova, uma vez que a crise sanitária no estado se agrava e há uma insegurança por parte dos alunos, por parte dos pais e no meio disso tudo, os estudantes da rede pública não tiveram o conteúdo integralizado para fazer a prova do Enem. Já os estudantes da rede privada tiveram as aulas na modalidade remota, enquanto a rede pública não teve, então estamos diante de um problema sanitário e de um problema pedagógico", destacou.

De acordo com o professor, o pedido de adiamento do Exame é necessário para evitar a aglomeração nas portas dos colégios, onde serão feitas as provas.

"Diante dessa crise sanitária, não podemos colocar a vida desses jovens em risco que convivem com outras pessoas, sejam os pais, avós. Sabemos que a ordem é não se aglomerar, mas imagine todos esses jovens que irão realizar as provas aguardando nas portas dos colégios, será que não existe aglomeração? Diante do nervosismo, diante de outras questões, as pessoas não vão se preocupar em se aglomerar e vimos isso recentemente nas festas de fim de ano. São jovens que estão decidindo o futuro, a carreira, seria prudente sim adiar as provas, até porque foi feita uma enquete e os estudantes responderam que queriam que essas provas fossem adiadas para o mês de maio, para que os estudantes da rede pública tivessem um tempo maior de colocar o conteúdo em dia", explicou ao Acorda Cidade.

Nesta edição do Exame, as provas serão realizadas em dois formatos, digital e impresso. Segundo Newton, a maioria dos inscritos optou por realizar a versão impressa devido ao costume dos anos anteriores.

"São aproximadamente 7,5 milhões de inscritos para realizar estas provas, 13,5% a mais do que nos anos anteriores. Aproximadamente 5,7 milhões preferiram a versão impressa, que é aquela que já se tem o costume de fazer, e as avaliações nas escolas são publicadas dessa forma", finalizou.

Fonte: Acorda Cidade

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