Feira de Santana registrou mais de 4 mil casos de chikungunya em 2020

 


Com as altas temperaturas e algumas incidências das chuvas nesta estação do ano, os cuidados contra a proliferação do mosquito Aedes aegypti devem ser redobrados. De acordo com a bióloga do Centro de Endemias de Feira de Santana, Síntia Sacramento, a alta temperatura do verão ajuda no amadurecimento dos ovos dos mosquitos.

"Estamos no período do verão, onde temos um clima tropical e o aumento dessa temperatura ajuda no amadurecimento a eclosão dos ovos, então tudo isso acaba aumentando essa proliferação dos mosquitos. Mas além do aquecimento da temperatura, o acúmulo de água em recipientes também servem como criadouros e essa é uma das principais causas da proliferação. Precisamos sempre ver as calhas nas casas que não são limpas adequadamente, muitas vezes não têm a queda da água correta, vasilhames sem tampas, tanques e tudo isso favorece no acúmulo de água tornando-se criadouros para os mosquitos", explicou.

Foto: Arquivo Pessoal

Neste ano, o município de Feira de Santana registrou números altos para as três doenças associadas ao mosquito como a Dengue, chikungunya e Zika. Segundo a bióloga, dois bairros da cidade lideram o ranking de casos notificados.

"Neste ano tivemos 6160 casos notificados de Dengue e cerca de 2997 foram confirmados. Chikungunya, 5674 notificações e 4274 foram confirmados e no caso da Zika, 90 casos foram notificados e 45 confirmados. O Centro de Endemias registou um grande aumento nos bairros Brasília e Tomba", veja a tabela:

Por conta da pandemia, os agentes de endemias não estão com acesso as áreas internas das residências, mas como forma de ajudar no controle contra a proliferação, ações educativas estão sendo realizadas com os moradores.

"Estamos com ações como forma de conscientizar a população e nos ajudar também nesse controle. Temos a equipe de educação com panfletagem, utilizamos o bloqueio com bomba costal motorizada nas localidades com muitas notificações, além da equipe atuando em Pontos Estratégicos (PE), como ferros velhos, borracharias e oficinas. De 15 em 15 dias, os agentes passam nesses locais realizando o tratamento", finalizou a bióloga.

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