Ação busca barrar aumento de salário para prefeito e vice em Serra Preta

 

Foto Divulgação

O vereador Mário Gonçalves (PSD) está formulando uma ação pública contra a medida que aprova o aumento do salário de entes políticos do município de Serra Preta. O projeto, que chegou a ser vetado pelo atual prefeito estava arquivado, mas voltou a tona, pouco tempo depois das eleições e a sua aprovação gerou nova polêmica e o vereador esta ingressando com uma ação popular com a finalidade de que esta proposição não vá adiante.


Mário Gonçalves conta que essa discussão começou na Câmara de Vereadores a alguns meses, atrás. A proposta era aumentar o salário do prefeito de R$ 15 mil para R$ 25 mil, e o salário do vice-prefeito de R$ 7,5 para R$ 12,5 mil. “Serra Preta é a uma cidade pobre e sinceramente num momento como esse agravado com a pandemia, como justificar esse aumento para a sociedade? Protestei, outros colegas na ocasião também se manifestaram e a situação naquela oportunidade foi arquivada e sinceramente nem achei que ela seria discutida novamente”, disse o parlamentar.


Gonçalves conta que discussão deste projeto voltou à tona, por ocasião da última sessão ordinária da Câmara em 2020. “Tal qual a minha surpresa ao chegar na Câmara vi tudo armado para a votação. Questionei, me manifestei contrário, mas ainda sim o processo aconteceu e por 7 votos a 4 o projeto passou. O detalhe é que dos sete vereadores que votaram a favor do projeto, cinco não se reelegeram. Em seguida, o prefeito eleito com sua comitiva chegou e, quando ele fazia uso eu interpelei a respeito do projeto que aumenta o salário dele e simplesmente ele fez pouco caso da situação se limitando a dizer que não sabia de nada a respeito”, declarou.


O advogado Dernilton Leite foi consultado pelo vereador e entende que a ação popular é a única forma para barrar essa situação. “Tive o cuidado de ver os detalhes e não é concebível que se pleiteie um absurdo desses porque a cidade é pobre, a economia vai mal e pelas contas que fizemos, ao final de quatro anos serão gastos R$ 4 milhões só com salários. Sinceramente não dá para conceber isso porque esta verba poderia ser aplicada em outra coisa que trouxesse mais benefícios para a cidade”, argumentou. “Como sabemos que estamos diante de um recesso forense, vamos agilizar para seja concretizada a ação e analisada pela autoridade competente para que se tenha um efeito imediato, mesmo que seja por via de liminar, mas essa situação absurda não pode ir adiante”, complementou.

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