Recicladores estão atuando nos refugos das barracas

 


Na montanha de lixo gerado com a retirada das barracas do centro comercial de Feira de Santana, olhos treinados de recicladores veem dinheiro onde a grande maioria vê nada mais do que resíduos imprestáveis.

A recicladora Sueli Ferreira, com o companheiro David, já levaram quatro caçambas de veículos com estes materiais. Eles moram no bairro Irmã Dulce, onde tem um depósito que compra estes produtos.

Recolhem pedaços de PVC, cano, ferro, fio e restos do material metálico usado nas barracas. “Tudo aqui vira dinheiro. O quilo custa, em média, noventa centavos”, diz a mulher.

Comentam que ainda não fizeram as contas de quanto já ganharam, mas têm expectativa de que até o final do processo de retiradas das barracas acumulem um bom capital.

Os camelôs, diz Sueli Ferreira, estão deixando parte das suas barracas para trás. Estão sendo solidários com os recicladores. “Eles chamam a gente quando não querem levar muita coisa”.

A mulher disse que outros recicladores estão trabalhando nas ruas e avenidas do centro. E opina: “Tudo tá ficando bonito demais. Eles saíram, mas foram para um local legal, onde podem ganhar dinheiro. Não ficaram no meio da rua”.


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