Dia da Ave: árvores são moradia e berço para os passarinhos

 


As árvores de Feira de Santana, tanto em espaços públicos como em particulares, servem como moradas para milhares de aves que formam a fauna urbana. Muitas espécies são vistas cruzando o céu da cidade em todos os sentidos. Nesta segunda-feira, 5, comemora-se o Dia Nacional da Ave.

Os bandos de aves urbanas locais são formados por várias espécies que se adaptaram ao meio da cidade e aqui, entre a rotina dos humanos, passaram a viver. Algumas viraram pragas, como pombos e pardais. 

Outras são vistas em praticamente toda a cidade, como as rolinhas. Os bem-te-vis também são numerosos. São passarinhos de todas as cores ou combinações delas. Não raro os transeuntes escutam a performance de uma ave mais exibida, que estufa o peito, abre o bico e solta o seu canto aos quatro ventos. Não desafinam nunca. Os olhos dos humanos nesta hora se voltam para cima, a copa das árvores, para ver onde o talentoso artista está. O barulho dos carros não é páreo para eles.

São aves que se destacam pela beleza das cores das suas penas e dos seus cantos, música boa para quem para e ouve. E pelo convívio com os humanos. No meio da fuzarca urbana constroem seus ninhos nas copas das árvores, postes e procuram alimentos. Alguns, como os pardais, perdem completamente o medo dos humanos – costumam circular sob as mesas dos restaurantes.

Os gaviões- carijó, que em uma população crescente, aproveitam as térmicas e planam alto, observando a movimentação das presas de longe. Emitem seu canto ameaçador, forte, que põe todas as aves menores em permanente estado de atenção. Sabem que são vistas como o prato do dia pela valente e arisca ave de rapina. Se vacilar, viram o petisco dos gaviões.

No Parque de Exposição João Martins da Silva, diariamente ao entardecer, centenas de periquitos da espécie jandaia, em bandos barulhentos, pousam nas copas das árvores à frente do equipamento, onde passam a noite. Parte das suas penas amarelas contrasta com o verde das árvores.

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