Novo Hospital Clériston Andrade tem data de entrega adiada mais uma vez


Mais uma vez a entrega do novo Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA 2) foi adiada e não será mais entregue na próxima segunda- feira (6) como estava previsto. A expectativa agora é que o hospital entre em funcionamento a partir da próxima, sexta-feira, mas a data exata ainda não está definida. O motivo foi uma inundação nos fundos do hospital, por conta da chuva. No local estão sendo instalados equipamentos pesados.


A unidade é de grande importância para o enfrentamento ao coronavírus em Feira de Santana que neste momento encontra-se com 100% dos leitos para pacientes de covid-19 ocupados. O novo Clériston Andrade tem 60 leitos exclusivos para pacientes com coronavírus, sendo 40 de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
Segundo o deputado estadual Zé Neto, que estava acompanhando a obra na manhã deste domingo (5), o prédio, os acessos das ambulâncias e a parte elétrica já estão prontos, os equipamentos estão instalados, a praça de alimentação está toda decorada, as barracas que ocupavam a frente da unidade já foram retiradas. No entanto, esse problema com a inundação atrasou a entrega.


“Estou aqui exatamente, neste domingo, vendo de perto a situação de enfrentamento das dificuldades para entregar o mais rápido possível. A expectativa é de que pudesse entregar na próxima segunda-feira, dia 6. Era dia 29, choveu inundou tudo aqui, parou de chover e estamos trabalhando a todo vapor para instalar a parte de equipamento pesado aqui onde estava inundado. Já está praticamente terminado. Eles trabalharam aqui 24 horas no sábado, e a expectativa é de que ele seja entregue o mais rápido possível. Vai funcionar com 40 leitos de UTI. Ouvi alguém dizendo que era um anexo, outro que era um puxadinho, mas ele tem duas vezes e meia o tamanho do Clériston Andrade I”, afirmou.



Centro de pronto atendimento de covid-19
Zé Neto ressaltou em entrevista ao Acorda Cidade que tão importante quanto ter leitos de UTI é ter condições de atender a população antes que os sintomas se agravem e que Feira de Santana precisa de um centro de pronto atendimento para atender as pessoas com a doença ou que estejam com a suspeita e realizar testes.
“Agora vamos lutar para que a gente possa abrir além destes 40 leitos de UTI, que a gente faça com que Feira de Santana tenha, - e eu estou reclamando isso todos os dias – um pronto atendimento específico para pacientes com covid-19 ou suspeitos, para fazer testagem, acolhimento de pacientes, essa coisa toda. Inclusive, nosso mandato deu 2 milhões de reais para a prefeitura, e o Ministério da Saúde tem uma portaria de maio dizendo que Feira de Santana pode pedir três destas unidades, e que o Ministério manda, se eu não me engano, 200 mil reais, por unidade para ajudar nesta abertura. Que venha o Clériston II, mas que a gente trabalhe agora junto com o município para que a gente tenha mais leitos, chamados leitos amarelos, e chamados leitos de atendimento para fazer triagem de acolhimento dos pacientes. Porque se a gente tiver só as UTIs e não tiver um trabalho de base feito pelo município, que o estado quer ajudar, aí a gente vai ter dificuldade lá na frente”, alertou.
Fotos: Paulo José/Acorda Cidade
Sobre o novo Clériston, Zé Neto esclareceu também que a entrega de equipamentos de ar-condicionado a gás também motivou o atraso.
“O problema é que a parte que estava instalando de equipamentos pesados estava numa parte inundada. Eles já estão agora terminando, e vai fazer os testes e a parte estrutural, tinha equipamentos que estava esperando entregar semana passada, e com essa confusão toda e a gente só foi receber agora. Há dois meses uma empresa da Coreia tinha um equipamento que era para ser entregue há dois meses e ela pediu mais 90 dias ou 120 porque fecharam a fábrica na Coreia. Eles mudaram todo. Era um equipamento de ar-condicionado a gás, e foi um esforço grande, e mudaram todo, mas se Deus quiser, nos próximos dias será entregue”, concluiu.


Estrutura
Foto: Paulo José/Acorda Cidade | Praça de Alimentação
Foto: Ascom/HGCA
Com investimento de R$ 50 milhões, entre obras físicas e aquisição de equipamentos, a nova unidade possui 8.000 m², em três pavimentos. No andar térreo, será instalado o setor de bioimagem, com dois tomógrafos e ressonância, bem como o maior Centro de Hemorragia Digestiva do interior do estado. O primeiro pavimento é destinado a 40 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), e o segundo terá o maior centro cirúrgico do estado, com 12 salas operatórias. O prédio tem uma estrutura moderna e será o primeiro hospital 4.0 da Bahia, o que evita o preenchimento de prontuários manualmente. As intervenções ainda contemplam mais de 17 mil metros quadrados de urbanização, paisagismo e praça de alimentação.
Fonte: Acorda Cidade

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