Empresário explica aumento nos preços dos materiais de construção


Reclamações de ouvintes chegadas ao Acorda Cidade dão conta de que os preços de materiais de construção estão subindo muito em Feira de Santana. Em uma rápida pesquisa no noticiário nacional é possível perceber que o aumento atinge diversos estados do país. Para entender melhor o que está acontecendo no setor, o Acorda Cidade ouviu o empresário do ramo de material de construção, Antônio Carlos Cerqueira. Ele explicou o que tem gerado esse aumento no preço de materiais de construção.

“Há no momento uma grande demanda e também uma grande falta de mercadorias. Também ocorreu um grande aumento de preços, acredito que esse aumento está sendo gerado por falta de produção. A baixa produção ocorre devido às chuvas na nossa região. Produtos como telhas, por exemplo, dependem de barro seco. Além disso, tem a pandemia, que fez com que o quadro das indústrias reduzisse”, explicou.


Segundo ele, os produtos que mais subiram de preço e que estão em falta nas lojas de materiais de construção de Feira de Santana são a telha e o bloco. Porém ele destaca que outros materiais de construção também sofreram aumento, porém não há escassez no mercado.
“O bloco, por exemplo, aumentou mais de 50% nos últimos dias. A gente comprava o milheiro na faixa de 320 reais, hoje estamos procurando, as indústrias colocaram o preço de 500 reais e não encontramos. Quanto a telha, também há a mesma situação. Os preços aumentaram devido ao grande aumento da demanda. Os itens mais afetados do momento são blocos e telhas, mas o cimento também sofreu grande majoração desde o mês de março, com reajustes mensais de 5%”, informou.
O empresário credita o aumento da demanda devido ao dinheiro do auxílio emergencial de 600 reais do governo federal. Segundo ele, muita gente está aproveitando o dinheiro extra para fazer melhorias nas residências. Antônio Carlos Cerqueira afirma que nunca se vendeu tanto a vista, em dinheiro, e acredita que seja em função desse auxílio.
Com relação a uma previsão de estabilidade nos preços, o empresário afirma que só deve ocorrer no mês de outubro, quando a pandemia deve diminuir com redução nos números de infectados, mortos e internados e as indústrias voltarem a produzir mais, aumentando a demanda. 
Fonte: Acorda Cidade

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