Covid: com 1.290 mortes, país tem maior alta em 10 dias; total passa 63 mil


UOL - O Ministério da Saúde divulgou hoje que o Brasil tem 1.290 novas mortes contabilizadas em decorrência do coronavírus, elevando o total para 63.174 óbitos desde o início da pandemia — a letalidade é de 4,1%.


O dado atualizado é o maior crescimento de mortes no país desde o dia 23 de junho, quando o governo federal registrou mais 1.374. Hoje cedo, um balanço divulgado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) apontou que o Brasil registrou mais mortes pela doença no mundo.

De ontem para hoje, a pasta também somou 42.223 novos casos da doença — nos últimos três dias, o país teve mais de 137 mil novos pacientes infectados. Com os dados atualizados, o total é de 1.539.081 de diagnósticos.

Mesmo contabilizando testes rápidos, ineficazes para o controle da epidemia de covid-19, o país aplicou menos testes para detectá-la do que países menos afetados pela doença. Até a semana passada, segundo o Ministério da Saúde, foram realizados 13,7 testes para cada mil habitantes.

O Chile, que tem dez vezes menos mortes, testou quatro vezes mais. A Eslováquia, que notificou 28 mortes até agora, testou quase três vezes mais que o Brasil. Os dados globais são da Universidade Oxford, que não atualiza mais informações sobre o Brasil devido à falta de informações fornecidas pelo governo federal.

O país ainda tem aos menos 868.372 casos recuperados e 607 mil em acompanhamento, segundo dados do governo.

Veículos se unem em prol da informação Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro (sem partido) de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa e assim buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes recentes de autoridades e do próprio presidente colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

Postar um comentário

0 Comentários