Caso Guilherme: Justiça de SP decreta prisão de sargento


A Justiça de São Paulo aceitou pedido da Polícia Civil e decretou a prisão temporária do sargento identificado por câmeras de segurança pouco antes da execução do adolescente Guilherme Silva Guedes, de 15 anos. O pedido foi feito pelo delegado Marcelo Jacobucci, que investiga o caso no DHPP (Departamento de Homicidios e Proteção à Pessoa).


O suspeito trabalha no Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Ele é sócio de uma empresa de segurança contratada pelo galpão próximo a um supermercado que teria sido assaltado e gerado a retaliação dos supostos policiais.
Porém, ele se manteve em silêncio em depoimentos aos investigadores. O sargento deve ser encaminhado ao DHPP ainda hoje. A polícia já tem linha de investigação para encontrar o outro homem que foi gravado pelas imagens de segurança.

Policial "Paulo"
Outro policial também é suspeito de participar do crime por ter tido sua identificação encontrada no local de onde Guilherme foi encontrado. Identificado como "Paulo", o policial já teria apresentado um álibi à Corregedoria da Polícia Militar. No entanto, ele ainda deve ser ouvido pelo DHPP.
O desenrolar das investigações coincide com as acusações da família de Guilherme desde que o corpo foi reconhecido, nesta segunda-feira (15). O suposto policial tinha outro trabalho relacionado ao galpão da Sabesp, que estava sendo assaltado constantemente.
O delegado do DHPP também considerou a possibilidade dos agentes de segurança terem buscado se vingar dos crimes ao assustar jovens da comunidade onde Guilherme vivia.
Outro lado
Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo confirmou que identificou um suspeito e que "trabalha para elucidação dos fatos e prisão dos responsáveis".
O órgão ainda acrescentou que todas as circunstâncias relativas à morte de Guilherme "são investigadas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pela Corregedoria da PM".
Nesta quarta-feira (17), o secretário de Segurança Pública, General João Camilo Pires de Campos, afirmou em coletiva de imprensa que as investigações irão a fundo para encotrar os responsáveis.
Fonte: R7

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